Regional de Barbacena promove reunião sobre SUSFácil para a micro São João Del Rei

Com o objetivo de integrar os prestadores de serviço de saúde e gestores municipais da região com o sistema SUSFácil, a SRS de Barbacena vem realizando uma série de reuniões com os representantes da microrregiões que compõem a macro Centro-Sul.


 Regional de Barbacena promove reunião sobre SUSFácil para a micro São João Del Rei

Com o intuito de tratar da questão da comunicação e interação dos prestadores de serviços de saúde e dos gestores municipais com o sistema SUSFácil, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Barbacena está promovendo reuniões com representantes das três microrregiões que compõem a macro Centro-Sul.

A primeira reunião ocorreu em 16/04 com a microrregião de Barbacena.  Na quinta-feira, 14/05, o Superintendente Regional de Saúde de Barbacena, Robson Vidigal, juntamente com as coordenadoras de Regulação e da Central de Regulação da regional e da Gerência Regional de Saúde de São João Del Rei, se reuniu com os gestores e prestadores da região para promover uma conversa que, de acordo com o superintendente, tem o objetivo de identificar os problemas que são enfrentados na regulação de leitos, tanto por parte dos serviços executados pelo estado, quanto pelos prestadores e gestores dos municípios, de modo a realizar um diagnóstico das regiões da macro.  “Nossa intenção é dialogar mais, saber o que está acontecendo. Hoje estamos realizando um diagnóstico para que possamos entender as dificuldades de todos os envolvidos e melhorar o fluxo do sistema SUSFácil”, afirmou o superintendente Robson Vidigal.

SUSFácil

O SUSFácil é um sistema operado nas Centrais de Regulação Assistencial, cujo objetivo é organizar e facilitar a transferência de pacientes graves atendidos pelo SAMU para os hospitais de referência. Esse sistema busca garantir a alternativa assistencial adequada frente às solicitações de utilização de leitos para procedimentos de urgência e emergência aos usuários dos municípios pertencentes a uma determinada área de abrangência, estabelecendo assim, protocolos assistenciais e operacionais padronizados e pactuados visando equidade no atendimento.

Na ocasião, a Coordenadora da Central de Regulação da macro Centro-Sul, Aparecida Bragança apresentou as legislações e questões éticas que embasam o funcionamento do processo de regulação assistencial de leitos, bem como as adversidades que são enfrentadas nos fluxos de trabalho que precisam ser discutidas para a melhoria dos serviços. De acordo com a mesma, que destacou o artigo 196° da Constituição Federal que reforça a questão que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, a realidade apresenta muitos problemas que são enfrentados nos hospitais e nos fluxos de encaminhamentos via SAMU e Central de Regulação, especialmente em atendimentos de urgência e emergência.

E também os desafios das constantes determinações de providências solicitadas pelo Ministério Público versus a dificuldade que muitas vezes são criadas pelos prestadores de serviços de saúde integrantes da rede de saúde pública referente às internações de pacientes que frequentemente não conseguem vagas em hospitais e unidades de saúde.

A Coordenadora Aparecida Bragança demonstrou também as responsabilidades dos estabelecimentos de saúde de origem e de destino dos pacientes que englobam questões como preenchimento correto dos dados de solicitação de internação ou transferência, prestação de informações solicitadas pelo médico regulador em tempo hábil, responsabilidade legal dos médicos, informações sobre a evolução clínica dos pacientes e seus registros de saída, e de que o estabelecimento de destino busque manter atualizado seu quadro de leitos e sempre confirme a chegada do paciente e as solicitações de reservas de leitos realizadas pela Central de Regulação macrorregional. A coordenadora destacou, ainda, os entraves detectados no processo regulatório da região de acordo com o diagnosticado pelos operadores da central. “O momento agora é de mais diálogo em que devemos parar de reclamar e buscar um planejamento estratégico em que devemos ver o que temos e onde queremos chegar com os recursos que temos”, destacou a coordenadora.

Em seguida, o superintendente Robson Vidigal, abriu a fala aos participantes para exporem  sobre as dificuldades e problemas enfrentados em relação ao sistema e fluxos de pacientes pelos representantes das instituições da região.

Um dos problemas levantados diz respeito aos municípios de gestão plena que contratam diretamente com os prestadores de saúde e não repassam as informações à SES-MG gerando, assim, um desencontro e não alinhamento de informações entre municípios e estado. Houve também o destaque a um dos grandes problemas do sistema público de saúde que é a dificuldade para contratação de médicos em número suficiente para os atendimentos, problema enfrentando especialmente na urgência e emergência.

De acordo com Robson, a proposta é que essas reuniões possibilitem o levantamento de um diagnóstico de toda a macrorregião de modo a ser posteriormente levado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) para que sejam propostas soluções e mudanças para a melhora dos fluxos de trabalho do SUSFácil, visando, desse modo, melhorar e garantir os atendimentos aos usuários do SUS.

 

Esse trabalho de diagnóstico terá continuidade na próxima reunião que a SRS/Barbacena promoverá junto aos prestadores e gestores da microrregião de Congonhas/Conselheiro Lafaiete, que está prevista para acontecer dia 21 de maio.


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