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01/06/2020

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Estado reforça importância da vacina contra febre amarela

Minas já registra cobertura superior aos 95%, mas todos os municípios devem ficar atentos. Saiba +

0001 Vacina FebreO verão, período em que viagens de férias e de Carnaval aumentam a circulação de pessoas entre cidades e regiões, acende o alerta para os cuidados com a saúde, incluindo a prevenção às doenças transmitidas por mosquitos. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) chama a atenção para a atualização do cartão de vacinas, uma garantia para que as famílias possam desfrutar o verão com tranquilidade. A imunização contra a febre amarela é uma das principais ações para garantir o bem-estar e o sossego de crianças e adultos. Coordenadora estadual do Programa de Imunizações, Josianne Dias Gusmão lembra que a vacina contra febre amarela (VFA) integra o calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. “A vacina configura um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com resposta imune (proteção) de 90% a 98%. Os anticorpos protetores aparecem entre o 7º e o 10º dia após a aplicação da vacina, por isso a vacinação deve ocorrer ao menos dez dias antes de se deslocar para áreas de risco da doença”, aponta.

Epidemias

A SES alerta a população para o retorno de epidemias. Após um período de sete anos sem notificações de casos em humanos, Minas Gerais registrou duas epidemias consecutivas nos períodos sazonais de 2016/2017 e 2017/2018, que ocorreram em áreas distintas do estado. A primeira atingiu principalmente os vales do Rio Doce e Mucuri e parte da Zona da Mata e Jequitinhonha. O seguinte, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Zona da Mata e parte das regiões Campos das Vertentes, Oeste e Sul/Sudoeste mineiro. Em 2016/17, houve 475 casos confirmados de febre amarela silvestre em Minas Gerais, sendo que 162 evoluíram para óbito, com uma letalidade de 34,1%. No período de 2017/18 foram 528 casos confirmados, sendo que destes 177 (33,5%) evoluíram para óbito. “Como a febre amarela silvestre é uma zoonose, sua transmissão não é passível de eliminação, o que exige a vigilância e manutenção das ações de controle principalmente por meio de coberturas vacinais, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde”, explica Josianne Gusmão. Para o período 2018/2019, bem como o período 2019/2020, até o momento, não houve registros de casos em humanos.

Vacina

A SES reforça que a vacina está disponível para pessoas de 9 meses a 59 anos de idade. Em crianças a imunização de ocorrer aos 9 meses e ser reforçada aos 4 anos. Pessoas na faixa etária entre 5 e 59 anos que não tenham se vacinado ou estejam sem comprovante de registro no cartão devem receber uma dose da vacina. “Em 2020, houve a implantação da dose de reforço da vacina de febre amarela (atenuada) para crianças de 4 anos em todo o Brasil. A dose de reforço também objetiva imunizar pessoas que não se lembram se já estão imunizadas, independentemente da idade”, ressalta a coordenadora.

Cobertura

Em Minas Gerais, a cobertura vacinal acumulada da vacina febre amarela no período de 2007 até 17 de janeiro de 2020 é de 95,32%. Os dados são do Ministério da Saúde. A cobertura preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%. “Mesmo que a cobertura acumulada demonstre que o estado está com um percentual satisfatório, não é homogênea em todos os municípios. Assim, é necessário que as cidades realizem busca ativa para alcance de altas e homogêneas coberturas vacinais”, salienta Josianne Dias Gusmão. A SES divulga mais informações sobre a febre amarela aqui.


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