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19/10/2018

Produtores rurais pedem providências para o fim da crise


Em reunião na ALMG, eles denunciaram gravidade da situação em várias cadeias produtivas, com morte de animais, falta de insumos e de escoamento da produção. Saiba mais...

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Catástrofe, calamidade, momento gravíssimo, situação de guerra, caos, população de joelhos, efeito devastador. Essas foram algumas palavras e expressões usadas por representantes do setor produtivo para descrever a crise gerada pela greve dos caminhoneiros.

Eles participaram, nesta terça-feira (29/5/18), de audiência pública da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e pediram soluções imediatas para a volta à normalidade, sob o risco de um cogrevempleto desabastecimento.

Mesmo manifestando apoio à demanda dos caminhoneiros pela redução do valor do diesel, os participantes enfatizaram que a hora é de voltar ao trabalho. A audiência foi solicitada pelos deputados Antonio Carlos Arantes (PSDB), presidente da comissão, e Emidinho Madeira (PSB).

Agronegócio – A audiência discutiu, sobretudo, os impactos da crise no setor rural. Vídeos com descarte de leite e de frangos mortos e com o sofrimento de outros animais por falta de alimentos deram visibilidade às queixas de representantes dos vários setores.

Na cadeia do leite, por exemplo, 100 milhões de litros já foram descartados. Os prejuízos já chegam a R$ 300 milhões para a indústria e a aproximadamente R$ 130 milhões para os produtores. Celso Moreira, do sindicato que representa os laticínios (Silemg), informou que a entidade obteve liminar para passar com os caminhões, mas os motoristas foram ameaçados.

Na suinocultura, os produtores recorreram à Defesa Civil (Cedec) para liberar alguns caminhões. Mas as estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal são alarmantes: R$ 3 bilhões de prejuízo, 20 milhões de suínos e um bilhão de aves mortos no País.

Adriana Maugeri, da associação de silvicultura, afirmou que os fornos estão abafados ou desligados, o que traz inúmeros problemas e ameaça 30 mil empregos diretos. Ela criticou a ausência do setor produtivo no gabinete de crise do Estado e o que chamou de “passividade” do Executivo mineiro.

No setor sucroenergético, das 34 usinas do Estado, 20 estão paralisadas e as demais devem parar até esta quinta-feira (31), segundo previsões do sindicato da categoria (Siamig). “Há nove dias não faturamos sequer um quilo de açúcar ou um litro de etanol”, apontou Mário Campos, presidente.

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