A audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia transformou-se em um ato contundente de resistência, com a presença de centenas de professoras, professores, técnicos e técnicas administrativas, servidores terceirizados (MGS) e estudantes das 19 cidades onde a UEMG está presente
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi palco, nesta terça-feira, 1º de julho de 2025, de uma das maiores mobilizações em defesa da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia transformou-se em um ato contundente de resistência, com a presença de centenas de professoras, professores, técnicos e técnicas administrativas, servidores terceirizados (MGS) e estudantes das 19 cidades onde a UEMG está presente.
A mobilização foi uma resposta aos ataques representados pelos Projetos de Lei 3733/2025 e 3738/2025, que preveem a alienação de imóveis pertencentes à Universidade, ignorando seu caráter público, estratégico e social. A UEMG não é um ativo à disposição de qualquer governo, mas, sim, é patrimônio do povo mineiro, construído com décadas de dedicação, trabalho e esperança em um futuro melhor por meio da educação pública, gratuita e de qualidade.
A força do movimento, organizado pela Direção da ADUEMG (Associação dos Docentes da UEMG), com apoio da Reitoria, ganhou endosso massivo de entidades de todo o país. Mais de 330 instituições científicas, sindicais, políticas e da sociedade civil já manifestaram repúdio à tentativa de desmonte da universidade. A Direção da ADUEMG teve papel decisivo na articulação e mobilização desse movimento que, pela sua amplitude, já se constitui como um marco histórico na defesa da educação superior pública em Minas Gerais.
Na audiência pública, parlamentares de diversas posições políticas – tanto da base do governo quanto da oposição – se manifestaram abertamente contra o PL 3738/2025, que poderá ser arquivado, caso o Executivo não se posicione pela sua retirada. O PL 3733/2025, por sua vez, já recebeu diversas emendas que buscam excluir os imóveis da UEMG do rol de bens passíveis de alienação.
Após o encerramento da audiência pública, a mobilização seguiu com a realização de três importantes assembleias: dos(as) professores(as), dos(as) técnico-administrativos(as) e dos(as) estudantes. Esses movimentos contaram com participação massiva de toda a comunidade acadêmica. Em uníssono, as assembleias reiteraram a posição firme de resistência aos Projetos de Lei 3733 e 3738/2025 e cobraram dos parlamentares o arquivamento imediato de ambas as proposições, dada a gravidade das ameaças que representam para a continuidade das atividades da UEMG.
As decisões e falas das assembleias foram seguidas de uma grande manifestação, que percorreu ruas e avenidas do entorno da ALMG, levando faixas, vozes e palavras de ordem em defesa da universidade. A caminhada gerou intensa repercussão entre os transeuntes e mobilizou a imprensa, consolidando o dia 1º de julho de 2025 como um marco de visibilidade, coragem e união em defesa da educação superior pública em Minas Gerais.
Segundo o Prof.º Túlio Lopes, Presidente da ADUEMG, “o que vivemos hoje é um marco histórico para a UEMG. Esta foi, sem dúvida, a maior mobilização da história da Universidade. E mais do que isso: uma mobilização unitária, coesa, que reuniu todas as forças da nossa comunidade acadêmica. Estiveram conosco representantes das direções de unidade, do Conselho Universitário, professores, estudantes, técnicos administrativos e até ex-alunos que hoje ocupam posições de destaque no meio político, acadêmico e social. A tentativa de desmonte encontrou, como resposta, uma UEMG viva, consciente e altiva. Estamos fazendo história e defendendo o futuro da educação pública em Minas Gerais.”
A UEMG Unidade Barbacena também marcou presença com uma comitiva de mais de 30 representantes, demonstrando seu compromisso com a defesa institucional. A unidade, primeira criada no interior do estado, carrega uma trajetória de dedicação à formação de professores, ao desenvolvimento regional e à democratização do acesso ao ensino superior.
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Segundo o Prof.º Luciano Nascimento, da Unidade Barbacena e membro da Diretoria Colegiada da ADUEMG, “as mobilizações deste 1º de julho de 2025 representaram um divisor de águas na luta em defesa da nossa universidade. Caravanas vindas de diversas cidades onde a UEMG está presente lotaram os auditórios e os espaços democráticos da Assembleia Legislativa. Demonstramos, com maturidade e coragem, um profundo compromisso com a democracia e com a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Vivenciamos momentos emocionantes, nos quais estudantes, servidores e servidoras testemunharam, com força e verdade, o quanto a UEMG transforma vidas e impulsiona o desenvolvimento econômico, social e cultural do nosso Estado. Foi uma demonstração de consciência coletiva que jamais será esquecida.”
O que se pretendia como agressão se transformou em combustível para uma união sem precedentes. O que se buscava fragilizar, emergiu ainda mais forte. A comunidade universitária respondeu com altivez, com coragem e com firmeza. O recado está dado: a UEMG resiste, se levanta e seguirá sendo um espaço onde sonhos se realizam e a cidadania floresce.
UEMG: quem conhece, defende!
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