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Filiados do NOVO em Barbacena emitem nota com tom duro para o Diretório Nacional da sigla.

Os filiados do Novo em Barbacena emitiram e entregaram ao Diretório Estadual da sigla, um documento público em tom muito duro contra o Diretório Nacional.

 

Ainda sem uma definição clara quanto ao processo na Justiça em que os filiados do Novo em Barbacena solicitam autorização para criar seu diretório municipal, antecipando-se a possíveis alianças que possam ocorrer entre candidatos de outras siglas e o Partido Novo em âmbito estadual ou nacional, os filiados do Novo em Barbacena emitiram e entregaram ao Diretório Estadual da sigla, um documento público em tom muito duro contra o Diretório Nacional.

O documento acusa o Diretório Nacional de ações internas contrárias aos princípios da sigla, assim como, se posicionam como naturais representantes do partido no munícipio. O documento enfatiza que os filiados locais estão determinados a cumprir os princípios do partido e que não vão aceitar de forma alguma que a sigla faça alianças ou que os eleitos pelo partido apoiem candidatos de outras siglas nas eleições municipais.

Os filiados do Novo em Barbacena vêm lutando, inclusive na justiça, pela formação de seu diretório municipal, independente do processo eleitoral deste ano. Até o momento não houve decisão judicial em definitivo.

Abaixo, a íntegra da nota emitida pelo filiados do Novo em Barbacena:

Nós, filiados do Partido Novo de Barbacena, unimos nossos esforços para continuar trabalhando em prol dos princípios e valores que nortearam a formação do Partido Novo, definidos em sua fundação. Muitos de nós, filiados à sigla partidária, desde a sua formação em 2015, temos o direito de contestar práticas internas que não estão de acordo com os princípios e valores do liberalismo, que foram os chamarizes em 2015 para nossa filiação e, mesmo antes da sigla partidária existir, para nossa participação livre e democrática a favor de uma nova forma de fazer política em nosso país.

Entretanto, a ação autocrática do Diretório Nacional do Partido Novo negou aos seus filiados colocar em prática os princípios e valores da instituição:

1 – “Liberdade com Responsabilidade”, no momento que negaram a liberdade aos filiados de formar seus diretórios municipais, independente da participação ou não daqueles filiados no seu município nas próximas eleições.

2 – “Todos são Iguais perante a Lei”, e assim entendemos que é e deve ser, como é inclusive, previsto na Carta Constitucional de nosso país. Mas, o partido feriu diretamente a liberdade de seus filiados quando se contrapôs à vontade destes de formar seus diretórios municipais, condição mínima para o fortalecimento de uma sigla partidária e na sua manutenção como opção forte nas eleições vindouras.

3 – “O indivíduo é o agente de mudanças”. Neste item, flagrantemente, o Diretório Nacional literalmente jogou fora este princípio dentro da sigla ao tolher seus filiados de realmente exercer seu direito à realização de mudanças na forma de fazer política. Justamente um dos pontos que todo filiado buscava e não encontrava em outras siglas partidárias: liberdade de ação, participação e construção coletiva de ações. O Diretório Nacional do Partido Novo fez justamente o contrário e desta forma manteve os trâmites internos do partido idêntico às demais siglas, em que chefetes agem a bel prazer à margem da maioria de filiados e as bases do partido não são sequer ouvidas em suas decisões.

4 – “A visão de longo prazo” foi negada aos filiados. A visão de longo prazo está hoje nas mãos de poucos e cuja estratégia é totalmente desconhecida dos filiados o que deixa claro que o futuro do partido é incerto como sigla que realmente faz a diferença para o eleitorado, se igualando também às outras siglas partidárias brasileiras que apenas funcionam em benefício dos chefes maiores que têm apenas em mente suas ambições políticas pessoais.

5 –“O preceito de apoio ao livre mercado” e entendendo o indivíduo como o único gerador de riquezas, atraiu para a sigla muitos empreendedores que de uma hora para outra se viram a mercê da construção do partido. Empresários de renome local e estadual sendo tratados como reles filiados de última hora, pessoas com ímpeto empreendedor vendo negadas suas ideias para acelerar o crescimento da sigla e, muitos empreendedores dispostos a investir no partido como sigla diferenciada que poderia mudar a forma de se fazer política no Brasil, sendo preteridos por escolhas pessoais aos cargos majoritários nas eleições de 2018 e totalmente excluídos do processo decisório da sigla por uma camarilha que se arroga em decidir unilateralmente em nome de todo o partido.

Pode desta forma, o Partido Novo, ser considerado uma sigla verdadeiramenteliberal?

Se Liberal, o preceito primeiro é a convivência democrática entre seus partícipes.

E se é uma sigla partidária verdadeiramente democrática, tem que estar sempre aberta ao contraditório.

Vemos em todo o mundo, as siglas partidárias verdadeiramente liberais possuírem diversas alas internas, cujas divergências são mais que saudáveis para uma construção sólida de propósitos e a construção perene de ações benéficas para o eleitorado, como opção argumentativa atraente e inspiradora para um país.

O mesmo ocorre conosco em nível municipal. Não divergimos dos princípios do partido, muito ao contrário, são justamente estes princípios que nos levaram a fazer parte da sigla.

Mas, a partir do momento que o Diretório Nacional fechou as portas e os ouvidos ao contraditório na sigla, ressalta-se aqui, o contraditório na forma de administrar a sigla, o Novo abriu um viés construtivo cujo futuro, entendemos, não será o de uma sigla verdadeiramente liberal, outrossim, uma sigla que se igualará às demais no Brasil, um mero instrumento para os desejos e às aspirações pessoais e oligárquicas de uns poucos endinheirados desejosos de mais poder.

Se, esta é a intenção dos dirigentes do Partido Novo, enganaram-se redondamente seus atuais dirigentes achando que na base encontrariam apenas pessoas apáticas e servis que jogariam de imediato seus princípios fora e se alinhariam pacatamente aos autocráticos da sigla. Se, pensavam que na base encontrariam somente pessoas desejosas de poder e nada mais, encontraram pessoas de princípios arraigados nos preceitos democráticos e liberais, que não vão tergiversar do uso de suas prerrogativas de liberdade e construção firme de decisões coletivas em prol de ações comuns e não estarão a serviço de autoritários chefetes partidários. Filiamo-nos justamente ao Partido Novo para combater este tipo de prática nefasta à construção democrática de um país verdadeiramente admirado.

Se, a construção da sigla teve em seu âmago este interesse vil de autocracia, o discurso não coaduna com os princípios elencados publicamente pelo partido e será combatido por pessoas sérias que não podem aceitar decisões arbitrárias sobre seus direitos básicos e constitucionais e que vão lutar por:

1 – Livre filiação partidária.

2 – Construção de decisões embasadas em argumentos num ambiente de ampla participação democrática.

3 – Liberdade dos filiados em cada município realizar a organização em suas instâncias locais de forma democrática, com o livre direito de formação de um Diretório Municipal, independente ou não de apresentação de candidaturas eleitorais nas eleições seguintes.

4 – A livre escolha realizada pelos filiados do Município de seus dirigentes locais, regionais e nacionais por eleição direta e democrática.

5 – Escolha realizada pelos filiados municipais de candidatos da sigla através de prévias eleitorais e convenções democráticas com a apresentação de chapas contraditórias e em que o argumento livre de seus proponentes e a escolha livre de seus filiados locais é que determinarão as futuras candidaturas e não um processo seletivo realizado por uns poucos, inclusive detentores de cargos públicos e cujo processo não é transparente. Contando com posterior capacitação, afim de qualificar tais candidatos.

Esta é a essência do Partido Novo em sua fundação!

Estes são os verdadeiros ideais que foram difundidos e que nos chamaram à filiação nesta sigla.

E, como pessoas de ideais, por eles vamos lutar, independente das decisões autocráticas que a sigla possa tomar, em qualquer uma de suas instâncias, assim como, somente serão aceitas candidaturas, alianças ou apoios locais se este grupo, reunido em Assembleia e por legítimo que é, representam os filiados deste Município tomarem decisão neste sentido. Do contrário, serão os outros dirigentes do Partido Novo denunciados publicamente se futuras decisões relacionadas ao partido no Município de Barbacena forem realizadas sem a consulta formal a estes filiados e cuja decisão será apenas tomada em Assembleia local de filiados.


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