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06/12/2019

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Atuação de adolescentes em crimes preocupa autoridades em MG

Assunto é discutido em São João del Rei, Barbacena e Juiz de Fora. Políticas públicas de acolhimento e ressocialização são cobradas. saiba mais...

SEGURANÇA PÚBLICA

Atuação de adolescentes em crimes preocupa autoridades em MG

0001 Menor Infrator

Assunto é discutido em São João del Rei, Barbacena e Juiz de Fora. Políticas públicas de acolhimento e ressocialização são cobradas.

 
 

A participação dos adolescentes na criminalidade é retratada nas estatísticas em Juiz de Fora, na Zona da Mata e de São João del Rei e Barbacena, no Campo das Vertentes. Delegados e Conselheiro Estadual para Criança e Adolescente analisaram os resultados e indicaram que a alternativa é investir em políticas públicas para ocupar e apresentar outras opções aos menores de idade.

A Polícia Civil de Juiz de Fora disse que em 80 dos 342 homicídios ou tentativas registradas na cidade teve a participação de menores de 18 anos. Ou seja, um a cada quatro casos. Uma estatística que se manteve em relação a 2015.

De acordo com dados do 13º Departamento Regional da Polícia Civil, nos últimos cinco anos, houve participação de adolescentes em 16 homicídios consumados e 20 tentativas e ainda em 45 roubos e nove tentativas. Em todas as situações registradas em Barbacena e São João del Rei, os envolvidos foram apreendidos.

Juiz de Fora
De acordo com a Polícia Civil, em 63 dos 80 homicídios e tentativas, os adolescentes tinham 16 e 17 anos. Os outros 17 foram com adolescentes com idade entre 13 e 15 anos. O titular da delegacia de Homicídios, Rodrigo Rolli, explica que já houve situações que surpreenderam até os policiais.

A criança que começa a ter acesso à droga, se não tem acesso a uma política que vá corrigir esta questão, começa a cometer crimes para ter acesso à droga, porta aberta para a criminalidade"
Claudinei Lima, conselheiro estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

“A inspetoria pegou um caso na zona Norte com de um menino de 11 anos. Uma criança, nem considerado pela lei um adolescente, onde ele e o irmão de 16 anos mataram um indivíduo de 22 anos. Aí com 13, 14, 15 anos, eles estão cada vez mais inseridos", disse o delegado.

O conselheiro estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Claudinei Lima, aponta como uma das explicações para o aumento na participação dos menores nesse tipo de crime a falta de investimento em políticas públicas.

“Deveria ser o contrário, massivamente nas várias comunidades, as políticas desde a creche pensando na infância, nas situações de vulnerabilidade pessoal e social que envolvem crianças adolescentes e seus familiares”, criticou.

Para o conselheiro, é preciso as ações eficientes na prevenção a criminalidade. “A criança que começa a ter acesso à droga, se não tem acesso a uma política que vá corrigir esta questão, começa a cometer crimes para ter acesso à droga, porta aberta para a criminalidade. Aí entram as políticas massivas de esporte, lazer e cultura que ocupem o tempo e permitam enxergar outro caminho", destacou Claudinei Lima.

Em nota, a Polícia Militar (PM) que informou que desenvolve atividades para a prevenção e redução dos crimes considerados violentos. Algumas voltadas pra crianças e adolescentes, como a Patrulha de Policiamento Escolar e de Prevenção à Violência e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). A 4ª Região da PM destacou os projetos Brasileirinho desenvolvido com crianças do Bairro São Benedito e o Jovens para o Futuro, que oferece atividades como jiu-jitsu, artesanato e aulas de música.

Prefeitura e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) possuem serviços e programas que acolhem os adolescentes, com atividades ligadas ao esporte, lazer, cultura, convivência com a comunidade e assistência psicossocial. (veja no vídeoacima)

Campo das Vertentes
De acordo com o Delegado Regional de São João del Rei, Marcos Atalla, as principais ocorrências que envolvem menores no Campo das Vertentes geralmente estão associadas ao tráfico de drogas, roubo e homicídio. Ele destacou a necessidade de ações de ressocialização para os adolescentes infratores.

“São números muito grandes para a nossa comunidade, a gente precisa ter uma atenção especial.  A atuação policial é necessária, mas também a parte administrativa, ou seja, o Estado presente para que este menor seja internado, mas não em um local qualquer mas um local que não volte pior que entrou", disse o delegado.


Com informações do G1


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