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17/11/2019

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Jovem denuncia abuso e omissão em ônibus em Juiz de Fora

A vítima reclama de passageiros, motorista e polícia. Outras mulheres teriam passado pela situação; PM e empresa vão apurar. Leia mais...

+ MULHER

 

Jovem denuncia abuso e omissão em ônibus em Juiz de Fora

Reproducao Tv Integrao

Uma administradora de empresas de 25 anos denuncia que foi assediada por um homem dentro de um ônibus urbano em Juiz de Fora e não conseguiu registrar a ocorrência nas  Polícias Militar e Civil na quarta-feira (22). Ela também disse que não recebeu ajuda dos demais passageiros e dos funcionários da empresa de ônibus e que o assediador desceu do coletivo no ponto seguinte, sem ter sido detido por ninguém.

Na manhã desta quinta-feira, 24 horas após o abuso, durante entrevista à TV Integração, ela viu o mesmo homem embarcando no ônibus da linha 766 - Zona Norte/Bom Pastor, onde o assédio ocorreu. "Eu tenho certeza de que é aquele homem. Ontem, quando eu reagi e o agredi, eu vi o rosto dele", lembrou. A administradora contou que ele usava a mesma roupa. Logo em seguida, o homem desceu do ônibus e embarcou em outro.

No fim da manhã de hoje, a jovem prestou depoimento na Delegacia da Mulher, no Bairro Jardim Glória. A Polícia Militar informou que vai investigar por que a jovem não conseguiu fazer o Boletim de Ocorrência e a Viação São Francisco também vai apurar o caso.

 

Agressão e omissão
A administradora, que prefere não ser identificada contou que estava no ônibus à caminho do trabalho quando houve o assédio. "O ônibus estava cheio. Eu estava de pé e percebi que este rapaz estava atrás de mim. Senti em um momento que ele estava abusando de mim, se esfregou com vontade, sem discrição nenhuma. Me senti invadida", disse a jovem.

 

Vítima de assédio em ônibus

Embora outras pessoas estivessem perto, ela contou que não teve ajuda ao reagir gritando e xingando o assediador. "O motorista não parou. Quando saí do ônibus, um passageiro comentou comigo que o rapaz fechou o zíper depois que eu falei. Não sei se ele estava com a calça aberta. O ônibus estava cheio e não teve reação de outros homens e de outras pessoas. Foi só entre mim e ele. No momento a gente se sente muito sozinha, constrangida e fica com medo de fazer escândalo", lamentou.

Após o fato, a jovem afirma que não conseguiu registrar a ocorrência. Do trabalho, ela entrou no site da Polícia Militar (PM) para fazer o Boletim de Ocorrência (BO).

Sem sucesso, procurou a sede da 30ª Companhia no Centro e a Delegacia de Polícia Civil, e também não deu certo. "Pelo site, ela precisa preencher um campo específico a respeito do que ocorreu, mas não tem o campo para este tipo de denúncia de assédio. Fui pessoalmente à delegacia e lá informada de que eu tinha que ter parado o ônibus, pedido para o motorista aguardar e chamado a Polícia Militar", relatou.

Ela também entrou em contato com outras mulheres que teriam passado pela mesma situação, mas segundo ela, nenhuma quis denunciar. "Nada vai ser feito se a gente não buscar uma atitude das autoridades", desabafou.

 

Posicionamentos
A empresa Viação São Francisco informou à produção da TV Integração que não recebeu uma denúncia formal sobre o caso através dos canais oficiais disponibilizados para os passageiros. No entanto, prometeu apurar a situação e ressaltou que os motoristas são orientados a dar atenção e não ignorar pedidos de ajuda. A empresa ainda destacou que a jovem agiu corretamente porque é um "caso de polícia".

 

A 30ª Companhia da PM informou que está à disposição da vítima para realizar o Boletim de Ocorrência. O comando da companhia afirmou que não estava ciente do caso e que será apurado porque a jovem não conseguiu registrar a ocorrência, além disso, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis.


 

Do G1 Zona da Mata com informações do MGTV

 

 

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