18
18/08/2019

Publicidade

Uma mulher, história, uma coleção de recomeços

Aos 30 anos de vida e dez de cooperativismo, Ana Paula Castro encara desafio de assumir nova agência do Sicoob Credivertentes. Na trajetória, dores, aprendizados, força e muita coragem.

AnapaulacastroA rotina de Ana Paula Castro ficou ainda mais intensa. Gerente de agência no município de Ibertioga, ela agora se reveza com os trabalhos de instalação em Alto Rio Doce, a 101 km. É na comunidade que o Sicoob Credivertentes instalará sua 20ª agência física. E é para lá que a atuação de Ana Paula Castro irá migrar ainda em 2019.

O convite para assumir a gerência de um Ponto de Atendimento novo pegou a cooperativista de 30 anos de surpresa. Mas não a assustou. Acostumada a reviravoltas algumas delas dolorosas, Ana é mulher que perdeu a mãe há uma década e sentiu, como define, a “pior dor que um ser humano pode sentir”. Quatro meses depois, ainda vivendo o luto, recebeu o telefonema de contratação no Sicoob Credivertentes. Foi escalada para a agência ibertiogana e se viu numa dinâmica de idas e vindas diárias a Barbacena, onde mora e se graduou em Administração.

Foram centenas de noites acordada estudando. Hoje, diz, perde um pouco do sono quando é tomada pela ansiedade do que há por vir. Ao mesmo tempo, a fé em Deus, em si e na equipe da instituição que representa a tranquilizam. Tudo isso contado nesta entrevista.

Vertentes Cultural: Em 2019 você celebra 10 anos de Sicoob Credivertentes. Que balanço você faz dessa década? Ana Paula Castro: Extremamente positivo. Amadureci aqui pessoalmente e cresci muito profissionalmente. Sempre ao lado de pessoas que me ensinaram, apoiaram, incentivaram e, acima de tudo, confiaram em mim. Algo que vale tanto para os associados quanto para os colaboradores. Fácil nem sempre foi. Temos perspectivas, metas, desafios e dificuldades a serem superadas todos os dias. Faz parte do mercado financeiro, faz parte das relações humanas. Mas penso em tudo isso como grandes oportunidades de aprendizado.

Vertentes Cultural: Sua fala e sua postura parecem cheias de resiliência. É sempre assim? E foi graças a ela que não titubeou em aceitar o desafio de gerenciar um Ponto de Atendimento novo, começando tudo do zero? Ana Paula Castro: Acredito que sim. Vejo e vivo a vida como uma grande escola. E tenho em mente que não sei tudo sobre ela. Então encaro as mudanças, os sustos e as oportunidades com o máximo possível de coragem. Algo que aprendi com a minha mãe, na verdade. Cresci guiada por uma mulher muito forte e determinada, independente, que corria atrás dos sonhos e do melhor pra nós. Quando participei do processo seletivo na Credivertentes, dez anos atrás, ela me acompanhou e incentivou. Lembro bem daquele dia e acredito plenamente que o apoio dela continua comigo de alguma maneira.

Vertentes Cultural: Depois desse processo seletivo, aliás, você foi contratada como Agente de Atendimento e, mais tarde, promovida como gerente. Em Ibertioga, seu desafio foi dar continuidade à estabilidade da agência após um bom tempo de receio na comunidade, que havia visto uma outra cooperativa fechar as portas e deixar seus associados. Agora, sua função é apresentar o cooperativismo em Alto Rio Doce, levar as soluções do Sicoob Credivertentes e conquistar novos associados. O que acredita ser mais difícil? Ana Paula Castro: Há ônus e bônus em ambas as situações. Em Ibertioga, precisávamos provar que éramos diferentes e tínhamos estrutura para seguir funcionando a um povo ferido, desconfiado. Foram muitas portas e porteiras na cara até termos real abertura e confiança. Aliás, diria que o que existe hoje é uma amizade imensa. Tenho muito carinho e gratidão pelas pessoas que conheci ali e levarei todas elas comigo nesse recomeço bem como todas as lições. De certa forma, salvas as proporções, o peso do desafio de agora, em Alto Rio Doce, é semelhante.

Vertentes Cultural: Por que exatamente? Ana Paula Castro: A cidade conta com outros serviços bancários. Então há a concorrência, a necessidade de conversar sobre a nossa filosofia diferenciada e conquistar a adesão das pessoas. A grande diferença entre um momento e outro é a experiência e segurança que tenho hoje. O frio na barriga existe, sim, mas não supera a bagagem que adquiri nesses dez anos e nem a sintonia que foi construída na empresa.

Vertentes Cultural: Quando se fala em “sintonia” um ponto importante que vem à tona envolve a equipe. Nesses dez anos de Sicoob Credivertentes você construiu uma relação muito sólida com os colegas de trabalho em Ibertioga. Agora, vai coordenar um grupo diferente... Isso também a desafia? Ana Paula Castro: Quando recebi o convite pra gerenciar em Alto Rio Doce um dos primeiros pensamentos foi: “Meu Deus... A equipe em Ibertioga está tão redondinha e equilibrada!” (risos). Por outro lado, sei que continuará assim não só pelo perfil dedicado e entregue de todos, mas também com a competência da Cláudia Oliveira (uma das colaboradoras mais antigas da agência, que assumirá a Gerência). Agora o sentimento é de recomeço, de me apresentar novamente, conhecer quem estará comigo nessa jornada, sintonizar ritmos de trabalho. Fico me perguntando como será, mas o otimismo e a vontade de fazer o melhor não mudam.

Vertentes Cultural: Nesse processo de abertura da nova agência você fez algumas visitas de reconhecimento e acompanhamento. Que impressões ficaram? O que podemos esperar da 20ª agência física do Sicoob Credivertentes? Ana Paula Castro: Há grande expectativa tanto dos moradores locais quanto da própria cooperativa. E ela é cativante. Ao conhecer a cidade pessoalmente, o ânimo ficou ainda maior, inclusive. Alto Rio Doce tem uma economia muito sólida e variada, com grande força do Agronegócio ao mesmo tempo em que apresenta um setor comercial interessantíssimo. A própria população em si também é muito diversificada. Teremos uma gama enorme de perfis com que trabalhar e desenvolver o cooperativismo juntos numa área super estratégica, central. A Credivertentes tem cuidado com todo carinho desses detalhes.

Vertentes Cultural: Uma matéria publicada pelo Estadão em junho do ano passado apontou que, em 2017 e 2018, 7% das agências de bancos tradicionais fecharam as portas no país. O Sicoob, por sua vez, expandiu sua rede em quase 6% no mesmo período. Como se sente ao ser uma das protagonistas nesse cenário? Ana Paula Castro: Esse movimento é muito interessante. Porque embora pareça que o sistema está na contramão, a verdade é que ele está atento às necessidades do seu público. A tendência atual é de crescimento tecnológico, atendimentos cada vez mais digitalizados e virtuais. Algo que o Sicoob oferece com maestria ao mesmo tempo em que entende a importância da presença e do atendimento humanizado. O Sicoob Credivertentes também reflete isso. Há o incentivo à praticidade dos aplicativos, do caixa eletrônico e do internet banking sem esquecer que nossas comunidades seguem apostando em nossas agências.


REDAÇÃO DO BARBACENAMAIS - Whatsapp (32)9 8862-1874 - Email: [email protected]







O Portal de Noticias BarbacenaMais não se responsabiliza pela opinião dos leitores expressas aqui através de seus perfis no Facebook.