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21/11/2018

SJDR recebe residência musical do "Territórios de Invenção" | inscrições gratuitas até 20 de agosto


“Territórios de Invenção" chega a São João Del Rei com residência musical de Elise Pittenger, Fernando Rocha e Felipe José. Inscrições ainda podem ser feitas hoje; projeto, realizado pela Fundação de Educação Artística (FEA), proporciona troca de experiências entre artistas em seis cidades de mineiras. Saiba mais... 

 

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0001 Foto Elise Pittenger e Fernando Rocha (Duo Qattus) estarão ministrando as oficinas juntamente com Felipe José (foto: Divulgação)

São João Del Rei, no Campo das Vertentes em Minas Gerais, será a sede da residência musical de Felipe José e Duo Qattus (formado por Elise Pittenger e Fernando Rocha) que ocorrerá de 03 a 14 de setembro, no CTAN da UFSJ. A prática artística faz parte da 2ª edição do projeto Territórios de Invenção: Residências Musicais,realizado pela Fundação de Educação Artística (FEA). Até outubro o projeto vai proporcionar o convívio e a troca de processos de criação musical entre artistas e músicos estudantes em seis municípios do estado, contando também com apresentações espontâneas e mostras de encerramento abertas à comunidade. Os interessados em participar da etapa de São João Del Rei podem se inscrever gratuitamente de 30 de julho a 20 de agosto, por meio do preenchimento da ficha de inscrição online disponível nas mídias sociais do projeto (facebook: /residenciasmusicais e instagram: @residenciasmusicais). 

Com a temática "Práticas Musicais Contemporâneas: Escritas e performance", a residência musical proporcionará uma troca com artistas que transitam entre a formação acadêmica e a experimentação livre em trabalhos no Brasil e exterior. Formado pela americana Elise Pittenger (cello) e pelo brasileiro Fernando Rocha (percussão), ambos professores da UFMG, o Duo Qattus oferece a residência em conjunto com Felipe José, multi-instrumentista que já atuou ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Steve Coleman, Egberto Gismonti e o grupo Uakti. 

A residência tem como público-alvo jovens e adultos instrumentistas, compositores, cantores, designers de som e performers. As atividades vão buscar estimular entre o participante e seu instrumento uma relação criativa, explorando criações e práticas musicais em formações variadas, que incluem música contemporânea, improvisação e partituras gráficas. As vagas são limitadas a 25 participantesAo final da temporada, será realizada uma apresentação das peças trabalhadas e improvisos livres. 

Para Felipe José, a cidade de São João Del Rei, famosa por suas orquestras bicentenárias e por sua intensa atividade musical, está inserida na vanguarda da inovação e da criação musical. "Além das instituições musicais propriamente ditas, como conservatório, orquestras, universidade e acervos, a cidade respira música também nas ruas e nos seus arredores rurais e naturais. Trata-se de uma oportunidade única de articular toda esta bagagem histórica com o impulso dinâmico e criativo desta comunidade musical tão representativa para Minas Gerais e o Brasil", pontua o artista. 

SOBRE O "TERRITÓRIOS DE INVENÇÃO" 2018

A 2ª edição do projeto “Territórios de Invenção: Residências Musicais” vai promover, de julho a outubro, residenciais artísticas em seis cidades do estado para compartilhar práticas e processos de criação em música e performance com artistas e estudantes mineiros. Além da região metropolitana e o município de Varginha (30 de julho a 10 de agosto, com as residências de Joana Queiroz e Rafael Martini), o projeto acontece em Juiz de Fora (20 a 31 de agosto, com Marina Cyrino e Matthias Koole), São João Del Rei (3 a 14 de setembro, com Elise Pittenger e Fernando Rocha (Duo Qattus) | Felipe José), Araçuaí (17 a 28 de setembro, com Makely Ka e Bertelli) e encerra em Araguari (15 a 26 de outubro, com Edson Fernando e Ricardo Passos). 

De acordo com Patrícia Bizzotto, uma das coordenadoras artísticas do “Territórios de Invenção”, a iniciativa promove a interação entre diversos agentes da música mineira, permitindo uma ampla troca de experiências entre os participantes. “A continuidade deste projeto, que teve sua primeira edição em 2016, fortalece a aproximação entre estudantes e artistas de várias partes do estado, construindo assim uma ampla rede criativa de experimentação e saberes musicais em Minas”, explica. Patrícia, que também é musicista e pesquisadora, ressalta que o objetivo é menos o resultado e mais o processo criativo desenvolvido ao longo das residências. “Além de difundir a criação musical contemporânea mineira, o projeto vai provocar encontros, afetos e estímulos para a percepção e a invenção de linguagens e de espaços sonoro-musicais", acrescenta. 

Discussões sobre a construção e destruição de paisagens sonoras, como também sobre o reflexo do caos ambiental nas formas urbanas de escuta permeiam a edição 2018 do projeto. Segundo Lúcia Campos, também coordenadora artística do “Territórios de Invenção”, “as residências têm um espaço-tempo intensivo e urgente de experimentação, de criação, através da prática musical e da escuta aberta e ativa sobre cada local, cada cidade, bem como seus espaços, suas paisagens, seus habitantes, suas tensões e fricções”. 

Com 55 anos completados em maio de 2018, a FEA é reconhecida nacionalmente por promover, estimular e difundir a música contemporânea em nível de prática, pesquisa e investigações de linguagens. Nesse sentido, a diretora da Fundação de Educação Artística, Berenice Menegale, considera que "‘Territórios de Invenção’ é um momento de estímulo para os músicos das 'cidades-residências', um sopro de renovação, oportunidade de contatos enriquecedores, ocasião para descobertas e um salto para o futuro da arte", diz. 

"Práticas Musicais Contemporâneas: Escritas e performance"

A residência tem um caráter prático e convida os participantes a explorar, através de criações e práticas musicais em formações instrumentais variadas, aspectos típicos da música contemporânea, tais como técnicas expandidas, improvisação, partituras gráficas, timbre e textura. O trabalho busca estimular entre os participantes uma relação criativa com o instrumento, com a voz, com a composição, com a performance e com a escuta. Ao longo da residência serão realizadas performances com obras já existentes e com o material trabalhado e criado pelos próprios participantes durante o processo.

Público alvo: jovens e adultos instrumentistas, compositores, cantores, designers de som, performers. Vagas: 25 

Sobre o Duo Qattus

O Duo Qattus é formado por Elise Pittenger (cello) e Fernando Rocha (percussão), ambos professores da UFMG. Fernando e Elise começaram a tocar juntos no Grupo de Música Contemporânea da Universidade McGill, no Canadá, em 2006. No Brasil eles atuam juntos desde 2010 em dois grupos de música contemporânea, o Oficina Música Viva e o Sonante 21. No início de 2011, eles passaram a pesquisar e coletar obras para violoncelo e percussão, em diálogo com músicos brasileiros e estrangeiros. Desde então o duo fez concertos pelo Brasil, nos EUA e Canadá. Atualmente o duo está finalizando a gravação de seu primeiro CD, como obras brasileiras escritas para esta formação. 

Elise Pittenger é natural de Baltimore, EUA. Ela se mudou para o Brasil em 2010 para integrar a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, na qual exerceu o cargo de chefe do naipe de violoncelos de 2011 a julho de 2015, e também atuou como solista em 2012 e 2013. Desde 2016 Elise é professora de cello na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Elise possui doutorado em performance musical pela McGill University (Canadá), sob a orientação do cellista Matt Haimovitz e mestrado pela Rice University (EUA), onde estudou com Norman Fischer. No Brasil, Elise tem realizado concertos com Gustavo Carvalho (piano), Miguel Rosselini (piano), Rommel Fernandes (violino), Iura Resende (clarinete) e Fernando Rocha (percussão).

Fernando Rocha é professor de percussão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 1998. Possui doutorado em música pela McGill University (Montreal, Canadá), onde estudou com Aiyun Huang e D’Arcy Philip Gray. Ao longo de sua carreira, tem se dedicado especialmente à música contemporânea, participando de festivais internacionais, tanto no Brasil quanto no exterior (USA, Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Alemanha, França e Portugal). Também tem colaborado com vários compositores na criação de novas obras, entre eles Almeida Prado, Edson Zampronha, Sílvio Ferraz, Roberto Victorio, Sérgio Freire (Brasil), João Pedro Oliveira (Portugal), Lewis Nielson, Jacob Sudol (USA), Nicolas Gilbert e Geof Holbrook (Canadá). É diretor do Grupo de Percussão da UFMG. 

Sobre Felipe José

Compositor, multi-instrumentista, educador e ativista cultural, Felipe José é sobretudo um músico prático, atuante no cenário brasileiro e latino-americano. Natural de Minas Gerais/Brasil, iniciou-se musicalmente tocando nas bandas de música do interior do estado. Aos 15 anos de idade se fixou em São João Del Rei, onde participou ativamente da Sociedade de Concertos Sinfônicos e da Orquestra Ribeiro Bastos, estudando, e posteriormente lecionando, no Conservatório Estadual de Música Pe. José Maria Xavier.

É graduado em Composição e mestre em Improvisação Coletiva pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estudou os jogos de improvisação do compositor norte-americano John Zorn, trabalhando de maneira prática algumas propostas de "obra aberta". A partir desse trabalho fundou o Coletivo Distante, grupo oriundo de sua pesquisa de mestrado. Após as atividades de Livre Improvisação desenvolveu o Cine no Muro, um projeto de deslocamento dos espaços normalmente associados a música, cinema, videoarte e arte-sonora. O Cine no Muro promove eventos de cinema com trilha sonora espontânea ao vivo, preferencialmente em espaços públicos.

Foi membro do grupo RAMO (2006-2009) e da Itiberê Orquestra Família (2005 - 2006), período em que viveu no Rio de Janeiro, atuando como músico e monitor das oficinas de Itiberê Zwarg. Com a Itiberê Orquestra Família, gravou o álbum "Calendário do Som", baseado no livro homônimo de Hermeto Pascoal, uma de suas maiores influências como músico. Entre 2007 e 2011 foi membro da Mnemusik, atuando como violoncelista neste grupo dedicado ao repertório de música europeia medieval, renascentista e barroca.

Felipe José já se apresentou em diversos estados brasileiros e em diversos países na Europa, América do Norte e do Sul, e Ásia. Desde 2010 se propõe a realizar residências artísticas: Interações Estéticas FUNARTE (Canudos/Bahia, 2010), Monastério Karma Drubdey (Bhutan, 2012), Centro Cultural UFMG (Belo Horizonte/MG 2013), Les 4Ecluses (França 2015), OneBeat (Estados Unidos, 2016). Seu disco, CIRCVLAR MVSICA (2013), foi lançado em Belo Horizonte, São João Del Rei, São Paulo, Santiago de Compostela (Galiza), Porto e Lisboa (Portugal). Felipe José participou como arranjador e instrumentista em inúmeros discos produzidos na efervescente cena musical de Belo Horizonte.

Atuando em diferentes práticas musicais, já se apresentou ao lado de importantes nomes da música, como José Maria Neves, Gustavito, Rafael Macedo, Tom Zé, Rafael Martini, Hermeto Pascoal, Steve Coleman, UAKTI e Egberto Gismonti. Atualmente Felipe José é Professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). 

Fundação de Educação Artística (FEA)

A Fundação de Educação Artística - FEA - é uma entidade sem fins lucrativos, de forte cunho social, com penetração em todas as classes sociais, que tem como objetivo contribuir para a democratização, o aprimoramento e a atualização do ensino das artes e, em particular, da música. Criada, em maio de 1963, por um grupo de artistas e intelectuais mineiros, apresentou-se, desde sempre, como um centro de experimentação, renovação e difusão artística de base cultural ampla.

No âmbito educacional, merece destaque o papel desempenhado pela FEA no processo de atualização do ensino musical, não só em Belo Horizonte, como também em diversos centros de formação do País. Por valorizar o intercâmbio entre as artes, a Fundação de Educação Artística mantém-se sempre aberta a novas ideias, experimentações, pesquisas e é, essencialmente, uma defensora contumaz da música de nosso tempo. 

SERVIÇO

Etapa São João Del Rei - Territórios de Invenção: Residências Musicais 2018 - 2ª edição

(julho a outubro 2018)

"Práticas Musicais Contemporâneas: Escritas e performance"

Felipe JoséDuo Qattus (Elise Pittenger e Fernando Rocha)

Quando: 03 a 14 de setembro (17h30 às 21h30) - São João Del Rei/MG

Onde: Campus Tancredo Almeida Neves (CTAN) da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)

Inscrições gratuitas de 30 de julho 20 de agosto, por meio de preenchimento de ficha de inscrição online disponível nas mídias sociais do projeto

Mais informações: facebook: /residenciasmusicais | instagram: @residenciasmusicais

Vagas limitadas: 25 

 

Trailer do filme "Territórios de Invenção" - 1ª edição:

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