A vida, o Capitalismo e a acumulação, artigo de Diego Cobucci

Diego Cobucci, nesta semana, convida os leitores a uma reflexão sobre a vida, o acúmulo de bens e o Capitalismo. Confira!

Nessa vida só acumulamos a vida que vivemos. O calor que sentimos em nosso corpo aquecido pelos raios do sol, logo se perde com as primeiras brisas da noite.

Em poucas horas distantes de fontes de água sentimos sede e nosso corpo apresenta os efeitos da desidratação.

Também não conseguimos acumular os nutrientes dos alimentos e precisamos nos alimentar diariamente para executar as nossas atividades do dia a dia.

Os sorrisos que ostentamos em um momento podem ser abruptamente substituídos por lágrimas de lamento.

Crescemos escutando que precisamos ganhar dinheiro, pra ficarmos ricos e vivermos bem.

Tudo bem, precisamos trabalhar.

Sem dinheiro fica difícil.

E vamos falar a verdade. Parece um verdadeiro milagre a economia brasileira ainda estar funcionando diante da inesgotável série de desvios de recursos públicos praticados por nossos principais representantes políticos, que estão sendo verificados, investigados e divulgados atualmente através da imprensa.

Me faltam critérios científicos para descrever essa análise econômica, mas, acredito que nós, principalmente os pequenos comerciantes e trabalhadores autônomos (que compõe grande parcela da população brasileira), estamos sobrevivendo graças a nossa coragem para a luta diária e também devido a riqueza natural de nosso país, que nos garante o mínimo necessário para a nossa subsistência.

Podemos verificar o sofrimento de nossos vizinhos venezuelanos que, assim como nós, sofrem com os desmandos de um governo que apresenta alto grau de ineficiência, autoritarismo, grande índice de corrupção e falta de comprometimento com a população e podemos constatar que, ao contrário daqui, lá eles sentem falta até de alimento.

Não critico o Capitalismo, que oferece diversas oportunidades de vida para as pessoas, mas destaco que, a ganância ilimitada de alguns de nossos principais governantes, perpetua a pobreza e as desigualdades em nossa sociedade.

É digna de destaque a postura de cidadãos brasileiros que acompanham o desenrolar dos escândalos sem perder a esperança de um futuro melhor, enfrentando toda a dificuldade sem perder a dignidade.

Como disse não estou buscando criticar o sistema socioeconômico que vigora no Brasil, mas sim, grande parcela de nossos governantes que apresentam traços de megalomania, com delírios de grandeza, onipotência, poder e riqueza. Não vejo outra forma para descrever a personalidade e a ação de algumas de nossas principais autoridades públicas que, apesar de contarem com altos salários e inúmeros benefícios, se envolvem em todo o tipo de falcatrua para desviarem recursos públicos.

Conforme tomamos conhecimento através da imprensa, os recursos que poderiam ser utilizados em prol do desenvolvimento de nosso país estão sendo ridiculamente desviados para compra de anéis, pulseiras, carros de luxo, lanchas, entre outros itens supérfluos que alimentam a cobiça desmedida de alguns de nossos principais líderes políticos.

O dinheiro faz falta para todos nós, mas, peraí, também não precisa exagerar.

No nosso país, em que, muitos de nós, sobrevivemos com um salário mínimo de R$937,00 (novecentos e trinta e sete reais), o nosso Governo oferece altos salários de 15, 20, 30 mil reais para políticos e funcionários públicos que, ainda assim, se envolvem em corrupções e negociatas que enfraquecem nosso Estado que perde a capacidade de promover os benefícios sonhados e esperados por toda a comunidade.

Como ia dizendo, o dinheiro faz falta, mas, dessa vida só levamos a vida que levamos e não consigo encontrar explicação que justifique a esganação desses criminosos envolvidos em corrupção no Brasil, pois sabemos que, não levamos nada no caixão.


Diego Cobucci é articulista e professor de História.

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