O cronista Sérgio Ayres, sem papas na língua, acha que perguntar não ofende
Sérgio Cardoso Ayres
MEMBRO DA ACADEMIA BARBACENENSE DE LETRAS
Dizem, principalmente aqueles que não têm a resposta correta na ponta venenosa da língua, que perguntar não ofende. Pode ser, mas depende do tipo da indagação. Existe uma variedade enorme de perguntas e, talvez, uma ainda maior de respostas, como até questionamentos que nem respostas merecem. As perguntas podem ser de vários tipos: filosóficas, estúpidas, científicas ou simplesmente provocativas. Entre as mais famosas, temos a clássica de Hamlet: Ser ou não ser? A bíblica de Jesus a Pedro: Tu me amas? A literária de Scarlett O’Hara que o vento não levou até hoje: O que acontecerá ao amanhecer de amanhã? A existencial de Frankenstein a Victor: Qual é a sua história? Mas temos muitas outras: Deus existe? Estamos sós no universo? E agora, José?
Neste final de ano, período que traz em si uma sensação de finitude e de renovação, em uma ambiguidade sem tamanho, temos algumas perguntas que precisam de respostas para que possamos seguir em frente rumo ao ano de 2026. Tente, então:
Bolsonaro vai ou não vai para o presídio da Papuda?
Finalmente, quem foi que jogou tinta no prédio da Cadeia Velha?
Quem vai ser o campeão da Libertadores: Flamengo ou Palmeiras?
Será que o Lula concorre à eleição presidencial do ano que vem?
E o Zema, emplaca como cabeça de chapa ou fica na goiabada com queijo?
Neymar vai ser convocado para a Copa do Mundo de 2026?
Os vereadores da cidade vão apoiar o aumento do ISSQN?
Onde foi parar o brasão da República que ficava na fachada da Câmara Municipal?
Mesmo depois que virar prefeito, o Aloísio vai continuar se portando como vice?
E o Hélio Costa, vai mesmo ser candidato a senador?
Será que os vereadores e o prefeito sabem o que é patrimônio cultural imaterial?
Quem dos Andradas ocupará as duas vagas de candidato a deputado em 2026?
O jogador Bruno Henrique do Flamengo é mesmo um anjo de inocência?
O filme “O agente secreto” vai ganhar o Oscar?
O Sonho de Natal é onírico mesmo?
Os imóveis do Palace, do Barbacenense e do Sílvio Raso vão continuar abandonados?
Se a Câmara mudar para o prédio do Fórum, o que vai ser do seu prédio? Outro museu?
E o outdoor digital que colocaram na rua Quinze, vai ou não vai ser retirado?
Quem você prefere: Bruna Marquezine ou Dua Lipa?
Quando os nossos sites de notícias vão largar os likes e analisar os fatos?
Lázaro, o mito, vai mesmo continuar furtando impunemente?
Quando foi mesmo que fomos crianças pequenas lá em Barbacena?
Será que a obra da Estação Ferroviária vai terminar em 2026?
O asfalto do prefeito vai resistir às chuvas de verão?
Será que Barbacena ainda volta a ser a terra dos Bias e dos Andradas?
O prédio da Cadeia Velha vai ou não vai ser revitalizado?
E a rua Quinze, vai mesmo virar um calçadão?
Será que os ônibus da Barraca vão continuar quebrando em 2026?
Alguém sabe se voltaremos um dia a ser a Cidade das Rosas?
E o Carlos, vai continuar sendo o Du ou vai tentar algo mais alto?
Documento do COP sem combustíveis fósseis vale alguma coisa?
O que será do Museu Municipal sem a manutenção do já saudoso Jorge Arnaldo?
Em frente à Matriz da Piedade pode ou não estacionar?
LEIA MAIS
- Ivert celebra o Dia da Consciência Negra com programação cultural e oficinas gratuitas neste feriado
- Homem é preso por tráfico de drogas no bairro Santa Luzia
- Polícia Militar prende dois foragidos da justiça em cidades da região
- Obituário | Falecimentos desta sexta-feira, 21 de novembro de 2025



