Pesquisa da UFJF pretende recuperar margens na Bacia do Rio Doce em MG

Tecnologias serão desenvolvidas para adequar plantas resistentes. Projeto aprovado pela Fapemig vai durar dois anos. Leia mais...

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Pesquisa da UFJF pretende recuperar margens na Bacia do Rio Doce em MG

Uma equipe do laboratório de pesquisa em Ecofisiologia e Bioquímica Vegetal da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pesquisa uma alternativa para restaurar as margens do Rio Doce, afetado pelo rompimento da barragem de rejeitos em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em novembro de 2015.

O estudo foi aprovado em um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e, a partir de agora, serão desenvolvidas tecnologias para adequar plantas resistentes às condições adversas do ambiente e gerar dados para a restauração das matas.

Quem coordena o projeto, que tem participação de docentes, estudantes de pós-graduação e graduandos, é o professor do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da universidade, Paulo Henrique Pereira Peixoto. Ele afirmou que o processo é longo, mas essencial para proteção do meio ambiente.

Os pesquisadores vão testar misturas do solo atingido pelos rejeitos com outros exemplares férteis de diversas regiões, todos ricos em nutrientes. Com isso, vão escolher o tipo de espécies que mais se adequarão à Bacia do Rio Doce e que tipo de composição química dá mais resultados positivos.

“Vamos levar para o laboratório parte desse solo com rejeito, misturar com solo fértil em diferentes proporções e cultivar as plantas. Queremos saber se podemos fazer essa mistura de solos e quais espécies vão sobreviver a este processo. Depois, vamos acompanhar por dois anos e avaliar o crescimento. A partir daí, vamos ver se alguma espécie de leguminosa sobressai a outras”, explicou Peixoto.

A ideia, segundo o idealizador, surgiu há alguns anos. “Mesmo antes do acidente, eu já ouvia que o Rio Doce enfrentava diversos problemas, que não chegava ao Espírito Santo com a mesma intensidade de antes. Então, já tinha aquela ideia de morte e comprometimento da bacia. Ficou mais drástica com o rejeito que foi despejado, claro”, afirmou.

Peixoto lembrou que a responsabilidade pela revitalização da área é das empresas que foram responsáveis pelo desastre ambiental e não do estado, mas que o apoio governamental vai ser essencial, mesmo que os resultados demorem a aparecer.

“O crescimento de uma espécie arbórea não é rápido. O rio é tão grande que pode demorar décadas. Dois anos são só para a elaboração do projeto, mas a partir daí as empresas teriam que investir. Não adianta achar que é rápido, porque não é. O estado está fazendo um papel importantíssimo, que é o de assumir algo assim, porque você planta, tem que controlar pragas, adubar”, disse.

Além da equipe da UFJF, o trabalho conta com o apoio de profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (Ifet) de Ouro Branco.

 

O edital da Fapemig aprovou outros 28 projetos, além do de Peixoto. A fundação quer trabalhar em três linhas teóricas - recuperação do solo, recuperação da água e recuperação da biodiversidade.


 

Do G1 Zona da Mata

 

Foto: Paulo Peixoto/Arquivo Pessoal

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