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27/06/2019
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Socorristas voluntários de Barbacena e região revelam dificuldades do trabalho em Brumadinho


Diante das cenas divulgadas pela imprensa o grupo percebeu a gravidade da situação e um dia após o rompimento da barragem seguiu para Brumadinho. Leia Mais...

Voluntarios Brumadinho
Foto: Divulgação

Comovidos com a tragédia registrada em Brumadinho, município brutalmente atingido pela tsunami de rejeitos de mineração da barragem que se rompeu e atingiu a comunidade local, provocando morte de centenas de pessoas, socorristas barbacenenses e da região se mobilizaram e seguiram para a área do desastre.

Diante das cenas divulgadas pela imprensa o grupo percebeu a gravidade da situação e um dia após o rompimento da barragem seguiu para Brumadinho a equipe composta por Leandro Luiz Gonçalves (resgatista e socorrista em atendimento em áreas remotas e funcionário do SAMU), juntamente com Carlos Eduardo Olímpio (resgatista e socorrista em atendimento em áreas remotas, técnico em segurança do trabalho e especialista em altura) e Hilton Esteves (resgatista e socorrista em atendimento em áreas remotas da da cidade de Oliveira fortes).

Eles explicam que seguiram voluntariamente e se uniram as equipes que já estavam no local, trabalhando no resgate do grande número de vítimas na área atingida. “Quando chegamos vimos que a situação era pior que imaginávamos, o número de pessoas atingidas era muito maior que pensávamos, não só das vítimas quanto dos familiares que estavam a 24 horas a procura de informações”.

O grupo ficou alojado e participou das buscas junto a equipe dos Bombeiros Civis, tendo êxito ao encontrar uma sobrevivente, uma senhora que aparenta uma idade de 50 anos e três óbitos soterrados em meio a lama.

Segundo eles, a locomoção foi a grande dificuldade encontrada no local atingido pela lama, que já estava secando e apresentava grande caloria devido ao rejeito de minério. A equipe permaneceu na área por dois dias com buscas intermináveis no meio da mata e no rejeito de minério, empenhando as buscas pela mata onde a chance de encontra sobreviventes eram maiores.

Emocionados revelam que, “ao término de cada dia de busca vinha aquele sentimento de que demos o melhor, porém, o pensamento de que podíamos ter feito mais ganhava espaço em cada retorno das operações, quando encontrávamos com familiares de vítimas que vinham ao encontro nosso querendo saber informações de como foi a busca”.

Ainda segundo eles, é difícil descrever a real situação encontrada no local que retrata um verdadeiro cenário de guerra, atingindo centenas de famílias que ainda esperam respostas para poderem ter uma última despedida de seus familiares desaparecidos. “Voltamos para casa com o coração partido, um silêncio total entres nós três, mas, com o brilho nos olhos, onde não precisava dizer uma única palavra mais estava escrito em nossos olhos a sensação do dever cumprido, com a certeza de que demos o melhor de nós”.

Jornal Expresso


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