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Cursos de graduação da UNIPAC Barbacena organizam evento sobre a Consciência Negra

O auditório do Campus foi palco de um evento institucional, que reuniu todos os cursos de graduação da UNIPAC Barbacena em uma única causa: a luta contra o racismo e a discriminação racial. Saiba mais...

O auditório do Campus foi palco de um evento institucional, que reuniu os cursos de Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Direito, Nutrição, Pedagogia, Psicologia e Publicidade e Propaganda da UNIPAC Barbacena em uma única causa: a luta contra o racismo e a discriminação racial. O evento de extensão “Consciência negra:  a diversidade e a igualdade na pauta das discussões” teve como objetivo demarcar o enfrentamento do racismo, da discriminação e do preconceito na sociedade. Na abertura da cerimônia, o diretor geral da UNIPAC Barbacena, José da Silva Filho, transmitiu uma mensagem aos estudantes. 

O evento mostrou que as questões da pluralidade racial e da consciência e respeito às diferenças devem ser amplamente discutidas desde a infância, e o enfrentamento a tantas questões de preconceitos e intolerância deve começar com a educação. Com o objetivo de educar pela sensibilidade da arte, os alunos e a equipe da Escola Estadual Lima Duarte, da cidade de Antônio Carlos, realizou uma apresentação musical. Em seguida, os alunos do Curso de Publicidade e Propaganda fizeram uma exposição de vídeos sobre o tema e participaram de um concurso que escolheu o melhor vídeo.

A coordenadora do Curso de Psicologia, Kennya Azevedo, convidou a representante do Conselho Federal de Psicologia, Celia Zenaide da Silva, o Presidente da Comissão Estadual de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Dr. Gilberto da Silva Pereira, representante do Instituto Federal de Barbacena, Vilma Maria Azevedo, representantes do Grupo Encrespa Barbacena, e o mediador Leandro Eustáquio Elias, graduado em Psicologia pela UNIPAC Barbacena, para uma mesa redonda. Depois, o público também participou do debate. Dr. Gilberto da Silva Pereira abordou a questão histórica da escravidão, que levou a sociedade ao racismo atual. Vilma Maria Azevedo falou sobre o empoderamento da mulher negra. Os representantes do Grupo Encrespa Barbacena realizaram apresentações artísticas de valorização da cultura negra.

“Não é a primeira vez que a gente faz esse evento. Para nós, enquanto psicólogos, é muito importante colocar em pauta a questão da raça e da discriminação, tendo em vista que é um tema muito trabalhado na Psicologia, envolvendo questões como identidade, essência, história e origens. Considero mais importante ainda a discussão interdisciplinar com outros cursos e falarmos sobre aspectos psicológicos da discriminação no contexto escolar e universitário”, explicou a coordenadora do Curso de Psicologia, Kennya Azevedo.

Para finalizar, os alunos do Curso de Nutrição ofereceram ao público demonstrações e a degustação de pratos típicos da culinária africana. E o coordenador do Curso de Direito, Paulo Afonso, abordou o tema das cotas raciais, oferecendo uma visão jurídica a respeito do racismo no Brasil e as políticas afirmativas. “O evento foi muito interessante, principalmente por causa da conscientização a respeito da questão do racismo no Brasil. O assunto foi desmistificado, porque ainda é um tabu. Muitas pessoas querem acreditar que não existe racismo, mas isso não é verdade. Tivemos muitos depoimentos que falaram sobre o preconceito, dificuldades na afirmação da própria identidade como negro, entre outros”, comentou Paulo Afonso. 

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Consciência Negra

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Sabe-se que, durante o período de escravidão os negros sofreram inúmeras injustiças. A criação desta data foi muito importante para conscientizarmos acerca dos aspectos históricos da cultura africana e afro-brasileira.

Tendo em vista a relevância do tema, é fundamental que seja abordado no âmbito acadêmico. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgados pelo IBGE em 2015, os negros e pardos representam 54% da população. Apesar de as pessoas negras e pardas representarem a maior parte da sociedade, essa população ainda permanece segmentada e permeada por desigualdades, ocupando funções menos qualificadas, com menores salários e com menores oportunidades de estudo, especialmente no ensino superior. Além disso, podemos observar consequências subjetivas, uma vez que o racismo imprime, de forma negativa, marcas na construção de sua identidade.



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