1º Festival de Teatro Nacional de Barbacena foi um sucesso

Nos dias 03, 04 e 05 de Julho Barbacena teve a honra de receber o 1º Festival Nacional de Teatro de Barbacena, organizado pelo Instituto Curupira.

 

OPINIÃO

1º Festival de Teatro Nacional de Barbacena foi um sucesso

Por Guilherme Oliveira

 

Com inúmeras apresentações de grupos de diversas cidades do Estado e do Brasil, as atrações ocorreram na Praça da Estação e Andradas, assim como no Teatro do Colégio Estadual.

Considero a atividade fim do teatro a de transpassar a plateia um objetivo, e com certeza, esta poderá se expressar em dois extremos, ou com gargalhadas ou com as lágrimas, visto que as outras expressões serão internas e não podem ser tão facilmente captadas por nós.

Com todo respeito aos premiados e ao corpo de jurados, a peça que transpôs do mundo subjetivo individual, para o mundo objetivo coletivo, como transcrito acima, foi com certeza a do Grupo Cia. Du’arthe , intitulada “FILHOS DAS RUAS”, com um elenco formado por jovens da cidade do Rio de Janeiro (foto acima).

O tema trouxe a percepção de como crianças são abandonas por seus familiares e também pela sociedade, e o meio promíscuo em que acabam vivendo nas ruas, envoltos em drogas, sexo e roubos, com o ápice da apresentação remetendo a Chacina da Candelária, onde inúmeros garotos de rua foram covardemente assassinados. Ao final, com sua personalidade própria, cada um dos atores, com águas aos olhos, foi dando o famoso “tapa de luva” na sociedade, com as falas finais de cada personagem, o que levou, sem dúvidas de errar, praticamente a maior parte da plateia ao choro, e alguns até “aos soluços”, e inúmeros outros a encherem os olhos de lágrimas. Obtendo assim, o apogeu máximo do artista, que em um choro coletivo com a plateia, obtêm seu êxito em passar o que a peça desejava. Bom ressaltar a movimentação em cena dos atores com uma atração nada monótona.

Destaque também para o momento de risos em que o Ator Filipe Krepke (Pipinho) do Grupo Pisa Ligeiro, de Juiz de Fora/MG, em “Não-Vão-Além: Como enraizar o amor que voa” com um simples monossilábico anasalado – “Pi”, conseguiu arrancar a mais intensa risada do auditório seguida de aplausos acalorados.

Houve momentos de ousadia, como da Interpretação do grupo de São João Del Rey/MG, Araci: teatro, contemporaneidade e extensão universitária na peça “Quando um Abraço de mãe não cura”, onde se explorou o assunto sexualidade e discriminação. E também do Grupo O Coletivo: “Projeto Bispo – Tratados como bicho, se comportam como tal” vindo com um tema de apresentação bem conhecido da população de Barbacena, as casas de psiquiatria, que como aqui, em Santos também havia, além do nú artístico.

 

Louros a todos os grupos, e em especial para o Instituto Curupira, que conseguiu trazer uma diversidade cultural imensa ao povo de nossa cidade e região, sem cobrar um centavo, enriquecendo a todos que tiveram o prazer de horas da arte teatral, que os próximos venham e com cada vez mais adesão.

Grupo Teatral Araci, que se apresentou no 1º Festival Nacional de Teatro de Barbacena


 

Guilherme Oliveira é apreciador dos esportes e das artes, e ocasionalmente publica seus artigos no BarbacenaMais comentando eventos realizados em Barbacena


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