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Ocupação artística relembra um ano do desastre provocado pela Samarco em Mariana/MG

Instituto Curupira realizou ocupação artística urbana em questionamento ao aniversário de um ano do desastre provocado pela Samarco em Mariana/MG. Leia mais...

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Ocupação artística relembra um ano do desastre provocado pela Samarco em Mariana/MG

No dia 12 de novembro, sábado, o Instituto Curupira realizou uma ocupação artística urbana no centro de Barbacena/MG, na praça dos Andradas e adjacências, em questionamento direto pelo desastre provocado pela Samarco em Mariana/MG, no dia 05 de novembro de 2015, tragédia essa que se estendeu por toda a bacia do rio Doce.

A ocupação teve algumas atividades, como entrevistas com pessoas sobre o tema, especificamente voltadas para a questão do esquecimento por parte da população desse que foi um dos maiores desastres já provocados pelo homem na história do Brasil e também do mundo. Segundo a produção do Curupira, representada por Fabrício Araújo e Talita de Paula, mais de 90% dos entrevistados, uma vez questionados sobre o fato, sequer sabiam dizer dados simples, como local do ocorrido e amplitude da desgraça provocada pelos rejeitos da mineradora.

Além dessa cobertura de mídia, também houve show da banda Mangaia, do Instituto Curupira, que apresentou na ponta da praça dos Andradas 8 músicas autorais, dentre as quais 2 são alusivas ao desastre. Bruna Carvalho e Amanda Lisbôa, musicistas da banda, declararam que: “completou 01 ano desde que o desastre ocorreu, com o rompimento da barragem. Até hoje milhares de famílias estão sem resposta e sem vida digna. Nós do Instituto Curupira temos acompanhado esse processo por todo esse tempo e percebemos como é preocupante e assustador. Temos que lutar.”

Maria Eduarda Malvar, guitarrista da Mangaia, descreveu o sentimento de apresentar urbanamente as músicas como forma de questionar e resistir: “apresentar assim de forma tão aberta, no centro da cidade, de princípio é um tanto difícil, mas já estamos acostumados com esse tipo de performance. O Curupira tem ido pra rua durante toda a sua existência...e achamos isso fundamental. A luta é nossa principal característica.”

A ocupação artística contou ainda com a participação dos músicos Tyl Fley e Tiago Branco, parceiros do Instituto Curupira no setor musical, ambos com canções autorais e igualmente reflexivas sobre a crítica proposta pelo evento.

Delton Mendes, diretor internacional do Instituto Curupira, falou sobre as dificuldades de uma ocupação urbana artística: “É sempre difícil performar artisticamente em espaço urbano, buscando a apropriação de espaços públicos aparentemente sem representatividade para nosso povo. Além do questionamento crítico ao desastre provocado pela Samarco, é nosso objetivo também incentivar as pessoas a valorizarem mais os espaços urbanos, na maioria das vezes sequer percebidos como ambientes de convivência. Por isso, acreditamos e buscamos ver esses locais como espaços de esperança, ao invés de espaços de desesperança e solidão. Não usamos palcos, nem adornos. Usamos as características peculiares dos espaços urbanos, a fim de incentivar a apropriação desses ambientes por nossa população.”

O Instituto Curupira também promoveu pequenos eventos abordando a mesma temática em seus outros núcleos, em Campinas/SP e Nos EUA, em Massachussets, na mesma semana da ocupação.


Delton Mendes Francelino

Diretor Internacional do Instituto Curupira (MG, SP e EUA); Mestre (UFSJ) Análise Crítica do Discurso/ Teoria Crítica da Cultura; Mestrando (UFSJ) Artes, Urbanismo e Sustentabilidade; Gestão e Planejamento de Áreas Naturais Preservadas (CT); Palestrante e professor: Meio Ambiente/ Eco cultura/Permacultura/Ecoeducação 

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