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A crise do mundo humano e a ruptura de paradigmas

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Os sistemas, não apenas o capitalista, têm se mostrado frágeis e controversos. Leia mais...

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A crise do mundo humano e a ruptura de paradigmas

 

 Vivemos tempos de crise. Crises mundiais, diga-se de passagem, e não apenas nacional, como muitos defendem de forma ignorante e insensata. O mundo passa por processos importantes de crises de significação: a democracia tem sido questionada em vários países. As fronteiras, temporais e geográficas, têm sido evidenciadas frágeis, incoerentes e não raras vezes símbolos de dominação elitista, subtração do fator humano e verdadeiros manifestos da arbitrariedade escamoteada em sentimentos de nacionalismo. Dentre todos os processos de significação, a maior parte vem de uma relação externa-interna. Vivemos o mundo, a sociedade e a natureza e nos construímos sócio e ambientalmente através desse conjunto de vivências, contínuas a partir do período fetal: desde o útero materno já estamos em processo de aprendizagem e construção de nosso eu, subjetivo e coletivo. Não à toa, remeter as crises mundiais a processos de significação denota, potencialmente, remeter o fator humano e racional aos processos indistintos de educação e aprendizagem cultural, uma vez que somos construídos pela coletividade, pela experiência social e pelos traços culturais a que somos expostos cotidiana e ininterruptamente: somos um construto social, sem remeter a qualquer processo maniqueísta. Somos um produto de nossas experiências, mas, não somente das experiências que desejamos ter, aquelas que desejamos e buscamos. Também somos produtos, resultados das experiências às quais somos remetidos sem qualquer possibilidade de escolha ou referenciação. Somos, então, não raras vezes máquinas ativas no espaço tempo, com escassas possibilidades reais de escolha e construção íntima e transformadora. É exatamente isso que as crises contemporâneas têm mostrado. Os sistemas, não apenas o capitalista, têm se mostrado frágeis e controversos. À luz da globalização dos processos de construção e recepção da informação, tudo tem se tornado instantâneo e concomitante. Assumimos diversas identidades em pouco espaço de tempo; alteramos perfis existenciais em essência e velocidade nunca antes percebidas. O mundo humano mudou e modus operandi através do qual atuamos e nos relacionamos no mundo natural também precisa mudar. De todas as verdades e não verdades, incertezas e certezas, prevalece a necessidade constante do diálogo, da interpretação sensata e coletiva, e não incoerente e egoísta. As crises mundiais percebidas na atualidade revelam que, ainda que o tempo passe e o espaço exista, o que precisa ser compreendido em é o homem em sua abrangência múltipla. Enquanto nos isolarmos da necessidade da mudança de comportamento e relacionamento coletivo, estaremos nos isolando também do melhor aspecto das crises: a possibilidade de percepção dos erros e da potencialidade da mudança sensata e coerente.


 

Delton Mendes Francelino – Diretor Internacional do Instituto Curupira, pesquisador em Ciências Ambientais e Culturais, Urbanismo e Sustentabilidade, Gestão e Planejamento de Áreas Naturais

 

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