A igreja e a política

alores fundamentais da pessoa humana e do convívio humano estão sendo dissolvidos rapidamente pela corrupção, impunidade, mesquinhez de interesses, desfaçatez generalizada nos setores políticos e governamentais. Leia mais...

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A igreja e a política

 

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” - Mateus 5:13-16. Para sermos “o sal da terra” e a “luz do mundo” numa sociedade corrompida, precisamos exercer nosso papel como Igreja, no sentido de desenvolver uma vida social e política capaz de influenciar o mundo em que vivemos. A Igreja deve se conscientizar da importância do momento político e indicar pessoas capazes de defenderem os valores mais sagrados da sociedade. A consciência da Igreja é a garantia contra a corrupção no seio da sociedade. A omissão da Igreja quanto à participação na vida política deixa vazios nossos parlamentos políticos do papel crítico, construtivo e sensibilizador da Igreja. Os regimes autoritários e os governos corruptos surgem pela ausência do papel político da Igreja, que é comprometida com os ideais do Evangelho de Cristo. Sem dúvida, numa crise nacional do porte presente, a dimensão ética encontra-se profundamente abalada. Valores fundamentais da pessoa humana e do convívio humano estão sendo dissolvidos rapidamente pela corrupção, impunidade, mesquinhez de interesses, desfaçatez generalizada nos setores políticos e governamentais, embora já se vislumbre uma luz no fim do túnel. Ora, cabe à Igreja, ser uma voz ética e crível nesse momento, não só em suas declarações oficiais, mas sobretudo através do exercício e envolvimento de seus membros em todos os campos da atividade humana, inclusive e principalmente na política. A Igreja como corpo social está enxertada profundamente na vida política do país. Sua fala ou seu silêncio são ambos políticos. Preferimos falar com palavras e conclamar todos os membros da Igreja a viver a política com a dignidade que tão importante atividade humana merece e exige. E nossa última palavra só pode ser de esperança na vitória do bem sobre o mal, da vida sobre a morte, da justiça sobre a iniquidade.


 

Pastor Johnson de Oliveira Marçal – Bispo da Igreja do Evangelho Quadrangular

 

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