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Meus pés descalços

A caminhada estava exaustiva, pois cada passo era sentido todo o peso do corpo e a pele frágil sentia a pontada de cada pedra na estrada. Leia mais...

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Meus pés descalços

 

Como é difícil o chegar lá! Longa a jornada, e mesmo a cada passo dado, o ponto de partida parecia ainda tão perto que o ponto de destino meus olhos não alcançavam, estava cansado! Desesperadamente exausto, não tinha a mínima Ideia de quando chegaria ao fim, de certo agora existia apenas a vontade e nada mais. Este logo ali que relatavam, me parecia tão longínquo! Distante era a palavra correta para dizer, por conta da experiência obtida naquele momento, mas as metas são as estradas onde os objetivos são o ponto final! Existe um sonho que é o tipo de sonho que não se pode dormir para obtê-lo, alias tem de estar desperto para ver acontecer! Recuar é impossível pela dor do desistir, e a dor em vão e uma espécie de masoquismo parvo! Na maioria das vezes mergulhamos na desistência como num lago de águas tranquilas, e preferível nadar contra o movimento de resistência das ondas, àquela árdua luta de enfrentamento para se chegar com segurança a praia, sempre nos deixa mais fortes. A caminhada estava exaustiva, pois cada passo era sentido todo o peso do corpo e a pele frágil sentia a pontada de cada pedra na estrada! A ardência no solado dos pés comprometia a concentração na paisagem ao redor. Queria sentir o contato da terra sob meu corpo a princípio, parecia fácil depois meu próprio peso me mostrou que não. Por tanto andar, descobri que a escolha de estar descalço foi minha, o sofrimento poderia ter sido apaziguado muito antes, já parecia me encontrar na metade do percurso e que as experiências adquiridas nos faz sofrer menos pela capacidade de ver a solução mais perto que imaginávamos estar! E engraçado nesta altura do caminho ver os meus pés descalços tendo os sapatos em minhas mãos, resolvi calçá-los e o alívio foi imediato. O conforto por menor que pareça é a obtenção do respeito ao próprio ser! Enfim, ainda sigo a jornada, agora a caminhada se tornou mais tranquila, não sei bem ao certo quando eu chegarei, carregarei as marcas por um tempo até que sumam de vez, como tudo que deixei para traz, agora tenho a certeza que sou o único que posso dar a resolução, sempre lembrarei que sou eu que carrego a segurança em minhas mãos!


 

Texto extraído do livro Escultor de Frases, do escritor barbacenense George Loez

 

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