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Mostra aproxima as pessoas de tecnologias e conceitos inovadores aplicados no campo e na indústria

Minas Inova, evento da Fapemig, apresenta ao público resultado dos investimentos da instituição e a evolução da robótica e da cultura maker no estado. Leia mais...

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Mostra aproxima as pessoas de tecnologias e conceitos inovadores aplicados no campo e na indústria

A Mostra Inova Minas, que vai ser realizada a partir desta sexta-feira (5/8) no Circuito Liberdade, vai apresentar ao público resultados dos investimentos da Fapemig voltados para a inovação de determinados segmentos. Alguns deles na área agrícola. Em três oficinas gratuitas, especialistas vão ministrar degustações comentadas sobre as pesquisas em olivicultura, vitivinicultura e cafeicultura que resultaram na produção de tecnologias que viabilizaram a fabricação em solo mineiro de azeite extravirgem de qualidade, vinhos finos e cafés especiais.

“A mostra vai ser realizada em um local agradável e naturalmente muito frequentado, a Praça da Liberdade, porque nos interessa o fácil acesso ao público em geral. Fica muito próxima às pessoas, que poderão assim se deparar com a ciência, a tecnologia e a inovação feita em Minas e se emocionar, trocar ideias, compreender com mais profundidade os fenômenos e os avanços”, enfatiza o presidente da Fapemig, Evaldo Vilela.

 

Inovação no campo

Um dos destaques da programação é a oficina de olivicultura. O pesquisador da Epamig Luiz Fernando de Oliveira, também coordenador do Núcleo Tecnológico Azeitona e Azeite, vai ministrar a degustação comentada e falar sobre a história da olivicultura no Brasil, com ênfase para os estudos que são empreendidos na região da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, desde 1975.

“Queremos mostrar para a sociedade que o dinheiro investido na olivicultura já está dando resultado e que já existem produtores. Não queremos competir em termos quantitativos com Chile, Itália, Espanha e Portugal. Estamos focados na qualidade, que é compatível com os melhores produtores do planeta, comprovado por especialistas do Brasil e do mundo”, salienta Luiz Fernando.

Durante a oficina o pesquisador também vai esclarecer como funcionam os testes sensoriais para a classificação do azeite. Após as explicações, o público presente vai simular a classificação de dois tipos de azeite, um mais suave e outro mais forte, ambos produzidos em Minas Gerais, na região da Mantiqueira, que possui o clima frio adequado para o cultivo da oliveira.

“Vamos mostrar que existe diferença entre os azeites e de onde vêm essas diferenças sensoriais. Uns são mais suaves, outros mais amargos ou picantes, por exemplo. Depois vamos mostrar como é feita a classificação, que atributos são observados. Vamos esclarecer um pouco o universo do azeite”, comenta Luiz Fernando.

De acordo com o pesquisador, atualmente existem na região mais de 700 mil oliveiras plantadas e mais de 100 produtores. Um deles é Neide Maria Batista Soares, do município de Maria da Fé. Ela produz azeite há 11 anos e vê o negócio prosperar.  De 2008 a 2016 o crescimento da produção na região é de cerca de 20% ao ano.

“Foi através de uma apresentação na Epamig que me interessei pelo tema. Estamos evoluindo bastante, bem como a procura das pessoas. Comecei com mil mudas e depois plantei mais 1.300 que vão dar frutos até 2018”, conta a produtora. Nos últimos dez anos, o consumo de azeite no Brasil passou de 20 milhões para 74 milhões de litros.

 

Imersão na robótica

A oficina de programação, por sua vez, pretende aproximar as pessoas do mundo da robótica. Em um ambiente de laboratório, cada participante vai aprender a desenvolver o código de um programa e interagir com o resultado obtido. Haverá atividades de desenvolvimento de código para controle de robôs autônomos numa arena de competição virtual e desenvolvimento de aplicativos diversos. Tudo feito de uma maneira simplificada para que qualquer pessoa possa participar.

“A oficina vai ensinar a programar de uma maneira simples. Teremos robôs virtuais, tanques de guerra em uma arena virtual. Cada participante vai programar o tanque e vence o que for melhor programado. Antes, vai ter toda explicação para que todos os alunos possam entender. A ideia é atrair as pessoas”, ressalta o professor do Departamento de Computação do Cefet-MG e responsável pela atividade, Sandro Renato Dias.

No espaço também vai acontecer o Torneio de Robótica, cuja ideia é demonstrar a aplicação da robótica na construção do robô. São duas modalidades, conforme esclarece Sandro Dias. “No Seguidor de Linha o robô tem que percorrer a pista de forma autônoma. Ele tem que identificar onde estão as curvas e as paradas. No Sumô vence o robô que conseguir empurrar o outro para fora da arena de forma autônoma”, explica o professor.

Yuri Bruno Fernandes dos Santos, estudante de Engenharia de Computação do Cefet-MG, participou da montagem dos robôs que estarão disponíveis no evento. O estudante espera que, assim como ele, outros jovens vejam a robótica como opção de carreira profissional. “Minha trajetória com a robótica vem do meu curso antigo, Controle e Automação. Mas desde pequeno gosto de mexer nesta área. A partir disso comecei a trabalhar e seguir a carreira”, conta.

Sandro Dias ainda destaca que que o Cefet-MG vai iniciar um projeto em parceria com a Fapemig para divulgar a ciência e a robótica em escolas públicas de Minas Gerais. Kits de robótica vão ser adquiridos e levados às escolas com a intenção de incentivar os alunos a seguir carreira na computação.

 

Faça você mesmo

Em outra oficina haverá a presença da cultura maker, conceito em que qualquer pessoa pode fazer e reparar objetos com as próprias mãos. No Lab Truck Senai vão ser promovidas atividades rápidas (Coração Maker, Impressora 3D, Corte 2D e Realidade Virtual) e práticas para a formação de makers (fazedores, em português) em Minas Gerais.

Os inscritos vão fazer parte do Desafio 1K, que durante o Inova Minas pretende formar 100 makers, e, até o final do ano, 1.000 em todo o estado. “O Lab Truck foi criado para promover a prototipagem de produtos, processos e negócios, que fortalecerá a cultura de inovação e criatividade disseminada pelo movimento maker”, frisa a gerente do laboratório, Márcia Andrade Carmo de Azevedo.

 

A ideia do projeto é formar massa crítica junto às indústrias, escolas, universidades e demais instituições quanto ao potencial de transformação e competitividade advindas das novas tecnologias de fabricação e trabalho em rede. O público-alvo da oficina são inventores, empreendedores, grandes e médias empresas, aceleradoras e incubadoras e comunidades educacionais.


 

Central de Imprensa - SeGov

 

 

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