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O Quarteto literário. Quatro obras de literatura brasileira inéditas sendo lançadas simultaneamente no interior de Minas Gerais

O Quarteto Literário é a reunião de 3 autores e 1 autora para, juntos, lançarem 4 livros inéditos, 2 de poesia e 2 de contos. Surgiu em Barbacena, Minas Gerais, por provocação e convite de Evandro Aléssio, autor do romance Pin, A Inteligência Alimentar, A Energia do Silêncio, Evandro é também diretor da Editora Murano. Leia mais.

 

O QUARTETO LITERÁRIO

 

Quatro obras de literatura brasileira inéditas sendo lançadas  simultaneamente no interior de Minas Gerais

 

  

 

O que é o Quarteto Literário?

O Quarteto Literário é a reunião de 3 autores e 1 autora para, juntos, lançarem 4 livros inéditos, 2 de poesia e 2 de contos. Surgiu em Barbacena, Minas Gerais, por provocação e convite de Evandro Aléssio, autor do romance Pin, A Inteligência Alimentar, A Energia do Silêncio, Evandro é também diretor da Editora Murano.

Pela vontade ou necessidade de escrever se reuniram e criaram, em 2014, um núcleo de produção e edição de livros de papel. Desenharam estratégias e uma meta principal, lançar juntos 4 livros inéditos de literatura brasileira. Assim, reuniram-se praticamente todas as quartas-feiras, às 19h00, sempre com duas garrafas de vinho, tira gostos, um livro de ata e algumas vezes com uma câmera de vídeo ligada.

Com o tempo puderam se conhecer os seres humanos. Puderam também conhecer as obras literárias um dos outros e começaram a perceber as inspirações e o quanto começaram a se inspirar com a criação conjunta.

O Quarteto literário apresenta então sua primeira safra, em abril de 2015, com desejos de continuidade anual de fornada de produção literária genuína e inédita do interior de Minas Gerais.


O Quarteto Literário, pelo fundador Evandro:

Em meados de 2013, surgiu a ideia de juntar peças que compusessem um continuo encontro de amantes de literatura. A característica essencial deveria ser o inconformismo do apenas ler.

Bem escrever era a intenção. Nasceu, então, um grupo, tão naturalmente encaixado e harmônico, que parecia ter sido planejado por outras Mãos. Berg, Carla, Fred e Evandro. Já no primeiro encontro, a moça batizou a confraria: “Quarteto Literário”. Entre prosas e vinhos, planos e alinhos, cá estamos para nos mostrar.” – Evandro Aléssio

 

Quando e onde será o lançamento?

 

Local: Restaurante do Hotel Master Plaza - Rua Dr Francisco F Abranches 47 MG Barbacena

 

Data: Sábado dia 19 de setembro de 2015

Horário: 19h00

 

A entrada é gratuita, os livros serão vendidos no local com os autores a disposição para autógrafos.

Consumação no restaurante será por conta do público.

 

Preço dos livros:

Comprando 01 Livro R$25,00

 

Comprando a partir de 02 Livros R$20,00 cada livro

 

 

Quem faz parte do Quarteto Literário?

 

Carla Lima Abreu Cruz

 

Carla é psicóloga no Hospital Regional, da FHEMIG Barbacena. É poetisa e realiza sua primeira publicação em 2015, apresentando poesias que retratam momentos precisos de sua vida, da infância a adolescência e as temáticas que mais cativam seu olhar, como os aviadores e os entornos de onde vive. Assim se desenha a primeira obra de uma grande poetisa.

 

Apresenta o livro "A Um Sonho Feito Em Fumaça..." 

 

 

Berg Morazzi

Berg é o mais jovem do quarteto e lança seu primeiro livro, de contos. Abandonou a faculdade de direito para dar tempo e espaço interiores à criação literária. Apesar de lançar o livro de contos, já possui um romance em fase de finalização e dezenas de outros contos a serem lançados a partir deste. Berg é proprietário da Livraria O Condado, em São João del Rei.

 

Apresenta o livro Sobre "A Lucidez E Outras Farças." 

 

Evandro Aléssio

Dentista e Major da Aeronáutica, Evandro tem se dedicado há anos a literatura brasileira. Autor de 3 livros, é pioneiro em posicionamento de livros virtuais e sites como Amazon e outros. Evandro possui livros traduzidos para mais de 3 idiomas. Criou a Editora Murano e tem deixado um lastro importante na literatura mineira. Em 2013 passou a fazer parte da Academia Barbacenense de Letras. É, sem dúvidas, um dos maiores compositores do cenário literário contemporâneo em Barbacena.

 

Apresenta seu primeiro livro de poesia: O Poeta de Gastropinelândia, onde dá vazão a seu lado instintivo, crítico, poético e sutil.

 

Fred Furtado

 

Surgido no teatro junto ao Grupo Ponto de Partida, Fred é um artista múltiplo e gestor de projetos com aproximadamente 12 anos na estrada cultural e artística brasileira. Foi assessor de gestão de políticas culturais do estado de Pernambuco; trabalhou no lançamento do Polo Audiovisual em Cataguases; prestou consultoria ao SEBRAE como assistente de Rômulo Avelar; trabalhou no Pontão de Cultura FOCU, no Rio Grande do Sul; foi o último presidente da Fundação de Cultura de Barbacena e primeiro Diretor de Cultura e Turismo da AGIR. É criador e diretor presidente do Instituto 77, responsável pelo desenvolvimento do portal eletrônico DAZIBOL, englobando a cadeia produtiva da música brasileira e patrocinado pela Petrobras. É autor do livro A Vida em Jazz, contos para jazzeificar a vida, lançado também em Santiago de Compostela (Espanha). É cineasta, realizador audiovisual e documentarista. Apresenta e desvela agora o pseudônimo criado em 2004, quando publicava contos semanais de forma anônima. Apresenta a compilação de contos no livro Andarilho, contos crônicos de um louco errante.

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ENTREVISTAS

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Carla Lima Abreu Cruz

 

Carla, conta pra gente um pouco do por que de ser poetisa.

CARLA: Sabe aquela coisa que nasce com a gente e você não sabe o porquê, nem como e muito menos de onde surgiu? Pois então, a poesia me veio assim. Sempre escrevi sem maiores interesses, como simples forma de desabafo. Nunca me considerei escritora em todo aspecto que engloba essa palavra. Nunca estudei especificamente para isso nem aprimorei técnicas. Eu simplesmente sentia e escrevia, desde sempre. Às vezes não cabia na alma a percepção pelas coisas que me são caras, a exemplo clássico da aviação, que sempre foi minha paixão. Passar para o papel era o melhor modo de desabafar e de viver um pouco da vida que sonhei (e que não tive). Como o sonho de ser aviadora, por exemplo.

Há quanto tempo você escreve? Como começou?

CARLA: Considerando o primeiro verso, escrevo há 16 anos. O que, para mim, é engraçado de perceber, pois ainda tenho vívida a lembrança de quando, em sala de aula, escrevi meu primeiro poema - Triste. Foi algo súbito, como se tudo ao redor tivesse desaparecido e, enfim, eu pudesse expressar um pouquinho da saudade que sentia por ter perdido meus avós.

O poeta e a terra onde nasceu. Comente.

CARLA: Soa inédito comentar sobre a terra onde nasci. rs Vim ao mundo em Belo Horizonte, mas pertenço a Barbacena. Aqui enxerguei o mundo através do ângulo das paixões de uma menina

do interior, com o olhar voltado à magia que reina em suas esquinas. Aprendi a amar esta terra com a mesma gentileza com que fui acolhida em seus braços e retrato isso em muitos de meus versos. Barbacena faz parte de minha essência.

Qual a sua cor ou cores favoritas?

CARLA: Minha cor favorita é rosa, por sua suavidade. Aquele que vemos no desabrochar de um botão da flor ou no pôr-do-sol atrás das montanhas. Não me importa a nuance, sempre enxergo la vie en rose.

Conte um pouco sobre o livro A Um Sonho Feito Em Fumaça...

CARLA: Ainda me parece um sonho falar sobre meu livro. Pois ainda não acredito que publiquei um livro! É tão onírico! Tão surreal! Era para esses versos estarem em um velho caderno oculto no fundo de um armário. Mas meu herói Evandro, verdadeiro exemplo de coragem e determinação, percebeu que era hora de expor minha alma ao mundo. Pois ela aqui está, o meu sonho feito em fumaça que agora se tornou sonho feito em papel. Nele retrato os aspectos simples de minha vida. Paixões, desilusões, escolas onde estudei... lugares de minha cidade em que gosto de estar. Mas acima de tudo, retrato o amor que tenho pela aviação, participante ativa de minha existência, desde pequena. É uma mensagem, um modo de expressar minha gratidão a todos homens dos ares que inspiraram minha vida com a sua nobre arte.

E o Quarteto Literário?

CARLA: Ah... esse Quarteto! Sabe aquelas pessoas que, como em um passe de mágica, passam a iluminar sua existência como verdadeira família? Estou encantada por fazer parte desta "Sociedade Secreta de Poetas Vivos"... rs Os meninos são sagazes... inspiradores! Shakespeare disse, certa vez, que para que pudesse evoluir como pessoa necessitava, antes, de cercar-se de pessoas melhores que ele. Então, aí estão! Nobres pessoas e excelentes escritores! O Quarteto vai além de família: é uma escola de vida!

O que a poesia e a literatura representam pra você?

CARLA: A literatura é o meu mundo. Nada me alegra mais que um livro com aquele cheirinho de novo! Ler é o meu único vício, verdadeira compulsão.

Aprendi a ler com aproximadamente 3 ou 4 anos, através do incentivo de minha avó. Foi ela quem me despertou o interesse por esse mundo mágico. Também foi ela quem declamou os primeiros versos que ouvi. Vovó Elza foi meu primeiro contato com a poesia. Foi por saudades dela e de meu avô que escrevi meu primeiro poema.

Portanto, poesia e literatura representam minha existência. Você pode até achar engraçado o quanto consigo mergulhar em uma história, como se viajasse para outro lugar. Os personagens ganham vida como se pudesse tocá-los. Livros são fábricas de mundos! Assim como grandes compositores se expressam através da melodia, o único modo que encontrei foi através da palavra escrita. Os versos são as lentes pelas quais enxergo a vida. 

Recomende-nos três livros que você considera inspirações pessoais.

CARLA: Difícil listar apenas três, pois passei a vida com o rosto sempre oculto por trás de um bom livro... rs

Elejo o Pin, de Evandro Aléssio, com certeza absoluta! Literatura cativante, enredo que sempre nos deixa famintos pela página a seguir.

Também os versos de Castro Alves, que considero o Beethoven da poesia brasileira. E o Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte.

Deixe-nos uma mensagem e nos convide para seu lançamento!

CARLA: Meus caros amigos! Não há palavras para definir a satisfação que tenho ao abrir meu coração em versos para adentrar, um pouco, o mundo de vocês. Vejo este livro como um enlace eterno, desejando que minha escrita seja um presente dado a cada leitor. Que algum poema os inspire a olhar o crepúsculo de um modo apaixonado, ou de sentir o perfume de uma flor rescendendo em uma noite de verão.

Que, através de nossos livros, vocês vivam o Quarteto em sua plenitude, desbravando as delícias sem par expressas em suas páginas.

O convite está feito, de alma para alma! Contamos com sua presença!

 

 

Berg Morazzi

 

Berg, conte-nos sobre o que é contar um conto.

BERG: Contar um conto é simples e complexo ao mesmo tempo. É como viver. É criar vida, criar arte.

Há quanto tempo você escreve? Como começou?

BERG: Escrevo há mais ou menos cinco anos. Começou com meu pai me contando histórias, que ele mesmo inventava, para eu dormir. Achava incrível aquilo e quis fazer igual, criar histórias, da minha imaginação para o mundo.

Com o passar dos anos, aquele sonho de criança parecia que era só uma coisa de criança mesmo. E ficou enterrado no esquecimento. Até que um dia, numa conversa descontraída e ébria com bons amigos, lembrei desse sonho impossível, desse sonho de criança. Então, trouxe de volta aquela criança sonhadora e, com tinta e papel, comecei a traçar meu caminho.

O poeta e a terra onde nasceu. Comente.

BERG: Nasci e fui criado em Barbacena, a “cidade dos loucos”. Isso explica um pouco minha própria loucura.

Qual a sua cor ou cores favoritas?

BERG: Roxo.

Conte um pouco sobre o livro Sobre a lucidez e outras farsas.

BERG: “Sobre a lucidez e outras farsas” são contos variados, sobre a vida e sobre viver. Sobre momentos, pessoas, sobre tudo que a mente desvairada desse escritor pode transformar em literatura.

E o Quarteto Literário?

BERG: O Quarteto tornou-se, em pouco tempo, uma família para mim. Fui recebido de braços abertos por essas três incríveis pessoas, que dividem comigo o sonho de ser escritor.

E a sensação de ser o mais jovem no Quarteto?

BERG: O fato da idade não tem tanta importância para mim, mas sim o talento de meus confrades. Todos são excelentes no que fazem e estar entre pessoas tão talentosas faz com que eu me sinta um tanto pressionado.

O que a literatura e a poesia representam pra você?

BERG: Representa minha vida, em suma. Não há vida sem arte. Isso é minha válvula de escape desse mundo que parece tão sem sentido.

Recomende-nos três livros que você considera inspirações pessoais.

BERG: O Alquimista (Paulo Coelho), Crônica de um amor louco (Charles Bukowski) e O sol também se levanta (Ernest Hemingway).

Deixe-nos uma mensagem e nos convide para seu lançamento!

BERG: Cada linha que escrevo é como minha alma; a alma daquela criança que sonhava em contar histórias. Agora cá estou, assustado e feliz, pronto para ser desvendado.

 

 

 

Evandro Aléssio

 

O poeta e a terra onde nasceu. Comente.

EVANDRO: Gosto muito de dizer que tenho “dupla nacionalidade mineira”. Nasci em Ponte Nova, cidade que mantenho um carinho muito especial; e terra do Reinaldo um dos meus ídolos no futebol. No entanto, vim para Barbacena com apenas um ano de idade, e aqui me criei e tive minhas melhores inspirações.

Numa de minhas poesias, deixo transparecer essa minha dupla “mineiridade”:

“Sou das minas de ouro

Guiadas por novas pontes de pedra Sou das barbas que acenam

Das árvores aos viajantes da serra”...

 

Qual a sua cor ou cores favoritas?

EVANDRO: Não tenho uma cor que me deixe obcecado em mantê-la em todas as situações do cotidiano. Entretanto, quando vejo o verde das matas, o azul do céu e o laranja de certas flores, tenho uma sensação gostosa de como quem quer sorrir sem motivo.

Conte um pouco sobre o livro O Poeta De Gastropinelândia.

EVANDRO: Sei o que vou dizer agora pode parecer soar um tanto paradoxal. Nunca gostei muito de poesias. E isso acho que pela dificuldade que tinha em “decifrar” as intenções dos poetas em minhas aulas de literatura na escola. Porém, em alguns momentos de minha vida, senti-me tentado a escrevê-las nas situações em que a inspiração coincidia com a presença de um papel e uma caneta. Em 2010, decidi organizar os poucos textos poéticos que havia escrito ao longo dos anos e os reuni em um livro: “O queijo e o beijo de Minas”. Nele, cada poesia tinha uma fotografia ou imagem associada, e o custo de produção impediu que eu o publicasse.

“O poeta de Gastropinelândia” é um pouco do que foi a tentativa anterior e um pouco do que amadureci nesse tipo de gênero literário nos últimos cinco anos. Mas posso assegurar que não é, definitivamente, o foco de minha energia literária na atual fase da vida em que me encontro.

E o Quarteto Literário?

EVANDRO: Tive um ensinamento na Força Aérea que foi fundamental para a origem do Quarteto: Quando tentamos resolver um problema sozinho, não temos a mesma energia e nem alcançamos a mesma eficácia do trabalho feito por um grupo bem selecionado.

Assim, surgiu a ideia que não era a de um quarteto. Fiz o primeiro convite ao Fred Furtado, escritor já experiente, amigo e possuidor de uma mente versátil e culturalmente ativa. Seu entusiasmo me fez ver que o caminho teria futuro. Carla Cruz foi minha segunda invocação. Sua poesia já havia me encantado, ajudando-me na “cura” de minha antiga aversão a esse tipo de texto. Berg Morazzi, livreiro e escritor, foi meu terceiro convidado. Na primeira reunião, Carla Cruz fechou a possibilidade de novos convites ao batizar o grupo de Quarteto Literário.

Nos reunimos às quartas (claro, um quarteto!) e o objetivo de ideias mais consistentes e lapidadas, bem como a motivação e cobrança entre os integrantes têm feito valer a pena cada dia em que nos encontramos.

E a sensação de ser o provocador e responsável pelo surgimento do Quarteto?

Penso nisso como uma dádiva. Quando vejo que isso tem ajudado a realização de mais sonhos além dos meus, sinto-me realizado.

O que você espera do Quarteto no futuro?

Não tenho o costume de fazer projetos de longo prazo, mas gosto de exercitar a “visualização”, que quase sempre dá certo para mim. No momento, tenho feito esse tipo de exercício com o Quarteto, mas não posso contar. Faz parte da energia do silêncio... 

O que a literatura e a poesia representam pra você?

Meu primeiro livro publicado foi “Inteligência Alimentar”, fruto de minha afinidade com a área de nutrição e do insistente pedido de receitas que recebia de amigos. O segundo foi “A Energia do Silêncio”, uma espécie de ensaio, originado de uma inquietação com o uso das palavras e do silêncio. “Pin” foi meu primeiro romance e, aí sim, comecei a aceitar o título de “escritor”; só aí tive a certeza que queria fazer parte da vida das pessoas por meio da literatura. Quanto a poesia, como falei antes, nunca fui muito fã. Não conseguia acertar as interpretações que meus professores de literatura davam dos textos poéticos dos escritores já consagrados...

Hoje, consigo lidar com isso e até indico o porquê neste meu último livro: “Literatura e arte não tem gabarito” .

Agora, venho aprendendo a apreciar alguns poetas, a começar pela poetisa do Quarteto Literário, Carla Cruz.

Recomende-nos três livros que você considera inspirações pessoais.

“Minutos de Sabedoria”, um livro de reflexões para todos os dias e momentos de nossa vida; “Operação Cavalo de Tróia”, que me deu uma consciência do quão perfeito e dedicado tem de ser o trabalho de um escritor; e “O alquimista”, que me ajudou a tomar uma das decisões mais importantes de minha vida.

Deixe-nos uma mensagem e nos convide para seu lançamento!

Para começar, existe uma originalidade quase poética na reunião de quatro escritores para o lançamento de seus livros. É uma oportunidade sem igual de se assistir o nascimento de dois novos e promissores autores brasileiros, acompanhar o desenvolvimento literário de outros dois e, ainda, participar de um movimento histórico e cultural da cidade de Barbacena e de toda a região.

 

 

 

Fred Furtado

 

Fred, conte-nos sobre o que é contar um conto crônico de andarilho.

FRED: É sair rumo em procura do óbvio. Andarilhar precisa chão, o que há em qualquer lugar. Um conto crônico de andarilho é tirar do chão a poeira como o aroma de perfume que enfeitiça todo dia-a-dia, na ribeira da ladeira ou na via expressa do estradão. O essencial é entender que tudo é essência e paisagem. Entre os cenários possíveis e os personagens a criação amplia a percepção do mundo pela veia que nos salta o pulso e nos assalta o prumo, a arte de contar histórias. Somos todos andarilhos.

Há quanto tempo você escreve? Como começou?

FRED: Escrevo conscientemente há 20 anos. Comecei deitado em um sofá, em uma noite de sexta-feira. A sala estava a meia luz e não havia nada para fazer. Televisão não era uma opção que eu considerava. Então duas frases sequenciais me vieram à cabeça, brotando. Achei o fato

encantador e em seguida outras duas frases me continuaram. Tive medo de esquecer aquela epifania e corri em busca de papel e caneta. Surgiu meu primeiro poema, nunca publicado, chamado Escuridão. A segunda vez foi quando Ayrton Senna faleceu na curva Tamburello. Tive uma comoção gigante, pela consideração de humanidade que depositava em Ayrton. E, mesmo aos 12 anos, escrevi minha primeira sequência de pequenos poemas. A comoção real me fez escrever poesia. Continuar escrevendo me fez enxergar no mundo real a poesia viva.

O poeta e a terra onde nasceu. Comente.

FRED: Onde meu umbigo está, minha poesia brota. Há uma frase célebre dizendo que ‘o coração do poeta reside no quintal de sua infância’. É onde aprendi a observar o mundo, a ouvir as pessoas e por ações e mãos na vida. É o barro criadouro. E já que tudo é casa, mesmo grandiosa e com tantos quartos, o poeta não se permite esquecer o berço onde berrou ao mundo sua estadia.

Qual a sua cor ou cores favoritas?

FRED: Verde.

Conte um pouco sobre o livro Andarilho, Contos Crônicos De Um Louco Errante.

FRED: Quando comecei a me tornar ator participei do lindo projeto Casa de Arte&Ofício Ponto de Partida, e comecei, junto a outros 14 jovens, a fazer esta formação integral. Eu já escrevia e queria saber o impacto que minha literatura criava no entorno onde eu vivia. Porém, não queria que as pessoas contassem com a bagagem ‘Ponto de Partida’ para me avaliar como artista, eu estava ainda surgindo! Então criei o pseudônimo “Andarilho”; criei também uma página virtual junto ao portal Barbacena On Line; selecionei uma estagiária do curso de Letras para ser minha revisora e comecei a postar textos semanalmente. Foi um maravilhamento pleno e contínuo. Agora, depois de passados 10 anos, a convocatória de erigir o Quarteto Literário trouxe à tona o desvelar dessa amada personagem que não me larga o peito. Ao mundo, dou então o andarilho que sempre quis percorrê-lo todo.

E o Quarteto Literário?

FRED: O Quarteto Literário é, em si, a proposta de sonhar e a de realizar o sonho, na mesma tacada de mestre do querido amigo e editor e escritor Evandro Aléssio. Quando Evandro me telefonou e rascunhou a proposta, sucintamente, eu já disse sim. Marcamos um encontro e eu disse sim novamente. Percebemos, em pouco tempo, que havíamos criado a reunião de um núcleo autor de literatura nova. Isso é um encanto de delícia! Pois que criar literatura é por si só, solitário. Encontramos maneiras de compartilhar nossa solidão. O motivo foi a mola da esperança mais bela: há que se publicar o que se escrever. E assim nos tornamos o quarteto produtor, o quarteto editor, o quarteto sonhador literário. Como a água brota nas nascentes ou como o ouro se encontra no ventre do interior das minas, nas gerais, nós nos reconhecemos motivos de nossa própria descoberta. Esta maravilha brota seus primeiros 4 frutos agora, em 2015, e já sonha um pouquinho além.

O que você espera do Quarteto no futuro?

FRED: Eu espero continuidade. Dos sentimentos e da provocação real que nos causou. Do consenso em estabelecer metas de produção e entrega para que os livros não sejam preciosidades das gavetas. Espero que o Quarteto, primeiramente, lance livros juntos todos os anos. Espero ainda mais que o Quarteto seja um possível provocador de autores e escritores de literatura original, e que possamos auxiliar outras pessoas a publicar, distribuir e vender livros. E espero que toda essa agitação literária vire aquilo que merece, uma grande festa!

O que a literatura representa pra você?

FRED: A recriação da vida, o fluir da essência, a terapia da palavra com o transbordar do que se sente e nem sempre se pensa. A literatura representa o potencial humano de sonhar, de projetar para o futuro o passado do presente. Congelar em retratos narrativos a existência pelas épocas. Refletir a humanidade pela humanidade e impingi-la a reflexão sobre ela mesma, o feito, o que ficou por fazer e o que há de ser drástica e necessariamente feito para que, como todos, prosperemos. A literatura é amor e ódio. É guerra pela vida.

Recomende-nos três livros que você considera inspirações pessoais.

FRED: “Eles eram muitos cavalos”, de Luiz Ruffato. “Manuelzão e Miguilim”, de Guimarães Rosa. “Mãos de cavalo”, de Daniel Galera.

Deixe-nos uma mensagem e nos convide para seu lançamento!

FRED: Há que se ter amor pelo viver para se compreender o incompreendido que é a vida. Andarilhando estamos inertes em movimento, viramos, assim no repente do ser, o mundo em si. Andarilhemos rumo ao óbvio e tropecemos no miraculoso surpreender da vida. E, se possível, brindemos juntos no lançamento de amor que será o deste livro e os outros lindos 3, no encantamento óbvio e onírico que será apresentar a vocês o Quarteto Literário!

 


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