Entrega da Medalha do Mérito Santos Dumont marca aniversário de 145 anos do Patrono da Aeronáutica

Casa onde aeronauta nasceu, em Cabangú, é tombada por órgãos federal, estadual e municipal. Solenidade cívico-militar marcou a data em Barbacena com a outorga da Medalha do Mérito Santos Dumont. Saiba mais...


Na manhã desta sexta-feira, dia 20 de julho, aconteceu no Pátio da Bandeira, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, as solenidades cívico-militar da entrega da Medalha Mérito Santos Dumont pelo comandante da escola, o Coronel Aviador Mauro Bellintani.

Dentre os agraciados, Marco Aurélio Bernardes de Carvalho, Diretor da Faculdade de Medicina, e a deputada federal Margarida Salomão, que destinou ao Hospital da EPCAR verbas para a construção do Centro de Diagnóstico, recursos estes que darão início ao processo de construção de um novo anexo projetado para prestar exames como raio X, ultrassom, ecocardiograma, eletrocardiograma, ultrassonografia, estudo urodinâmico, mamógrafo e tomógrafo.

A Medalha "Mérito Santos-Dumont" foi criada em 1956 durante as comemorações do cinquentenário do voo do 14-Bis. Ela é um reconhecimento aos militares que se destacaram no exercício da profissão, aos cidadãos brasileiros e estrangeiros que tenham prestado notáveis serviços ao país e foram merecedores da condecoração.

Major-Médico Marcus Vinícius de Castro Rocha, Marco Aurélio Bernardes de Carvalho, deputada Margarida Salomão e Comandante Mauro Bellintani (Fotos: FAME)

Aniversário de Santos-Dumont: 2018 marca 145 anos do Patrono da Aeronáutica

Alberto Santos-Dumont nasceu em 20 de julho de 1873 e, desde cedo, já buscava impactar o mundo. Filho de Henrique e Francisca Dumont, aos 18 anos, já se mudava para Paris, França, e, antes de completar 25 anos, tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre. Viveu em um período de grandes revoluções na tecnologia – e, nos ares, foi protagonista.

Em 1900, o magnata Henri Deutsch de la Meurthe ofereceu um prêmio àquele que conseguisse conduzir um dirigível do campo de Saint Cloud, contornar a Torre Eiffel e retornar em segurança ao ponto de partida em até meia hora. Santos-Dumont, já reconhecido como aeronauta na capital francesa, aceitou o desafio. Após tentativas frustradas, o brasileiro superou todas as limitações de voo conhecidas até então: em 19 de outubro de 1901, o voo do balão número 6 durou 29 minutos e 30 segundos.

Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos-Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. O protótipo era composto por uma fuselagem longa, com a nacele do balão número 14 na parte de trás - um biplano com uma construção parecida com pipas japonesas, portando um motor de oito cilindros e sobre três rodas: o primeiro trem de pouso que se tem notícia. A inovação era pulsante desde os testes. O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.

A primeira tentativa de voo foi em 21 de agosto de 1906, mas o insucesso fez Santos-Dumont buscar um motor melhor, com 40 ou 50 cavalos de potência. Em 13 de setembro, houve o primeiro voo; contudo, após poucos metros, uma aterrissagem violenta danificou o trem de pouso e a hélice da aeronave. Finalmente, em 23 de outubro, o sonho se concretizou: no Campo de Bagatelle, uma multidão viu o 14-Bis voar por aproximadamente 60 metros e pousar sem dificuldades. Foi a primeira vez que o homem conseguiu decolar e aterrissar por meios próprios em um objeto mais pesado que o ar.

A partir daí, o voo só se tornava mais sólido. Menos de um mês depois, o 14-Bis já superava 220 metros de distância e 21,5 segundos de voo a 41 km/h. Desde então, a evolução foi constante. O próprio Santos-Dumont seguiu desenvolvendo projetos de aeronaves, como o número 19, posteriormente chamado de Libellule e, em seguida, Demoiselle: um monoplano de menos de 100 kg idealizado para a popularização do voo, cujo projeto foi cedido para vários fabricantes de motores, permitindo a produção em maior escala.

Santos-Dumont realizou seu último voo em 18 de setembro de 1909. Em 1915, com a saúde abalada, retornou ao Brasil e encontrou refúgio em Petrópolis (RJ), onde projetou seu chalé “A Encantada”, com diversas criações próprias, como um chuveiro de água quente, por exemplo. Após isso, passou a se dividir entre Europa, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Petrópolis e a Fazenda Cabangu. Em junho de 1931, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

A data de 20 de julho de 2018 marca os 145 anos do nascimento do inspirador e destemido brasileiro, exemplo de coragem e determinação àqueles que almejam tornar sonhos em realidade.

Casa onde Santos-Dumont nasceu é tombada por órgãos federal, estadual e municipal

O Pai da Aviação nasceu em 1873 no Sítio Cabangu - local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG) -, e sua casa é um dos bens tombados sob tutela da FAB. Em 31 de julho de 1932, a cidade passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.

Localizada dentro do Parque Cabangu, no alto da Serra da Mantiqueira, a construção da casa é datada do final do século XIX. Foi residência de mantenedores da ferrovia e, de 1872 a 1875, abrigou a família do engenheiro Henrique Dumont, pai de Santos-Dumont, que tinha a missão de empreender a construção do prolongamento da atual Estrada de Ferro Central do Brasil.

A casa térrea fica numa pequena elevação, à beira de um lago. Ela possui uma área construída de 187,89 m² e tem influência arquitetônica colonial. É composta por dois quartos, sala, banheiro, sala de refeições, cozinha, dispensa e varanda. Em 1973, foi transformada no Museu Casa Natal de Santos-Dumont.

Atualmente, nomeada simplesmente de Museu Santos-Dumont, expõe parte do acervo existente, que é composto tanto pela casa quanto pelos registros históricos referentes a sua vida, além de outros ícones da aviação brasileira. É possível observar objetos pessoais, a mobília original, fotografias históricas e réplicas de invenções.

O Parque possui, ainda, a Casa de Máquinas, três Pavilhões, que são destinados a exposições de curta duração, uma sede administrativa, uma área de lazer com quiosques, lanchonete e sanitários, e uma casa para a hospedagem da guarda.
O patrimônio é protegido em três esferas. São elas:

Tombamento Federal - Processo 421-T-50, de 02/05/1950 - Casa e Sítio Cabangu;
Tombamento Estadual - Decreto nº 19.482, de 24/10/1978 - Parque Cabangu e respectivo acervo; e
Tombamento Municipal - Decreto nº 1.435, de 28/12/1998 - Conjunto Arquitetônico – exteriores e fachadas.

A responsabilidade da manutenção do museu é dividida entre a Fundação Casa de Cabangu, que toma conta do acervo; a Prefeitura do município, que provê recursos para manutenção dos funcionários; e a FAB, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), que é responsável pela proteção do local.

A manutenção de áreas verdes e edificações é realizada a cada trimestre (ouconforme necessidade) por uma equipe de 10 militares. Já a equipe de serviço da guarda e segurança das instalações é comp sta por 10 militares e é trocada semanalmente.

“A Casa de Cabangu guarda a memória de um dos maiores inventores do país, o Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica, Santos-Dumont, e nós trabalhamos para ajudar a preservar esse patrimônio para que ele esteja sempre aberto à população”, ressalta o Comandante da EPCAR, Coronel Aviador Mauro Bellintani.

 

 

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