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19/11/2019

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Alberto Santos Dumont foi tema de palestra promovida pela Prefeitura em parceria com a ABL

Palestra teve foco na importância de Santos Dumont para o século atual e apresentou histórico detalhado de sua vida. Leia Mais...

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A palestra proferida pelo presidente da Academia Barbacenense de Letras, professor Mário Celso Rios (centro da foto), marcou as comemorações do Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira em Barbacena/Foto: Divulgação

Com o foco na história do barbacenense Alberto Santos Dumont e sua importância para o século XXI, o presidente da Academia Barbacenense de Letras, professor Mário Celso Rios, ministrou palestra no último dia 30 de outubro, na Casa da Cultura.

Durante a palestra foi apresentado um histórico detalhado da vida de Santos Dumont. O evento contou com a presença do Secretário Municipal de Educação, Luiz Carlos Rocha de Paula, do Diretor Geral da Unipac, José da Silva Filho, membros da Academia Barbacenense de Letras, convidados e várias autoridades.

O Subsecretário de Cultura, Cleb Braz de Andrade, agradeceu pela parceria e afirmou que “essa foi a primeira de muitas ações em conjunto com a ABL, buscando apresentar e resgatar registros da história de Barbacena”.

O evento foi promovido pela Prefeitura de Barbacena, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Desporto e Cultura (Sedec) e Subsecretaria de Cultura, Desporto e Turismo, em parceria com a Academia Barbacenense de Letras.

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Foto: Divulgação

Ao leitor, uma síntese da exposição:

“Falar sobre Alberto Santos Dumont (1873-1932) e sua importância para o século XXI não é simples, pois ainda falta muito tempo pra que seja completado. Mesmo assim, é possível se refletir alguns aspectos da trajetória do genial inventor brasileiro comparando-os com desafios atuais e alguns fatos marcantes que caracterizam este período”, professor Mário Celso Rios.

Alberto Santos Dumont foi uma das grandes personalidades mundiais quanto a conquistas cientificas, sendo uma delas ter sido um dos pioneiros da aviação mundial e foi considerado por muitos “o Pai da Aviação”. Nosso século é muito complexo. Grandes mudanças surgem como que de imediato. Que lição o legado desse brasileiro poderia servir para nosso planeta (habitat) e para a humanidade em meio a um emaranhado de desafios que vão emergindo? E para nós?

Segue-se um resumo de momentos que marcam a trajetória do inventor e outros que passaram a contar por decorrência de seu legado e que motivam mudanças.

Algumas datas marcantes:

*1856 - Na cidade de Ouro Preto realiza-se o casamento do engenheiro Henrique Dumont (20-07-1832) com Francisca, filha do Comendador Francisco de Paula Santos. Henrique e Francisca são os progenitores de Alberto Santos Dumont.

*1871 - Engenheiro, formado pela “École Centrale des Arts et Metiers”, Henrique Dumont dedicava-se a atividades profissionais relacionadas às minas de Morro Velho, residindo com sua família, já constituída de cinco filhos (Henrique, Maria, Rosália, Virgínia, Luiz e Gabriela), na Fazenda da Jaguará, município de Santa Luzia do Rio das Velhas, Minas Gerais.

*1872 - Henrique Dumont assume a empreitada de construir o prolongamento da Estrada de Ferro Dom Pedro II (Estrada de Ferro Central do Brasil), trecho a partir de João Gomes até Barbacena, vencendo a Serra da Mantiqueira. - Transfere-se, com a família para as proximidades da obra, indo residir no sítio denominado Cabangu.

*1873 - JULHO 20 – Dia do aniversário de seu pai Henrique, nasce o menino Alberto. Sexto filho do casal. Cabangu estava situado no distrito de João Gomes (posteriormente cidade de Palmira e hoje Santos Dumont).

*1877_ FEVEREIRO 20 – Na Matriz de Santa Tereza, no Distrito de Rio das Flores, Valença, pelo Vigário Theodoro Theotônio da Silva Carolina, foi batizado o mesmo Alberto, nascido a 20 de julho de 1873. Foram padrinhos o Dr. José Augusto de Paula Santos e D. Maria Eugênia Pinto Coelho da Rocha. A família Santos Dumont se transferira de Cabangu para a fazenda de sua propriedade, denominada “Casal”, situada no atual município de Rio das Flores. Cultivo de café. Transferência para Ribeirão Preto (cafeicultura de novo, até 1891).

*1879 _ Mudança para São Paulo – Henrique Dumont adquire a Fazenda Arindeuva com oitenta (80) escravos e trezentos contos em dinheiro para reiniciar no negócio do café. Alberto Santos Dumont recebe educação formal e tem onde vive a mãe natureza e máquinas.

Nota: Estudou nos colégios: Culto à Ciência, em Campinas; depois no Morethzson, no Kopke e no Morton em São Paulo e no Meneses Vieira no Rio de janeiro. Era bom aluno nas ciências exatas e péssimo em latim. Foi também aluno da Escola de Minas de Ouro Preto, mas por pouco tempo.

*1888 – Visita a uma Exposição com a família aos quinze anos em São Paulo e vive um momento único: ver ao vivo um balão de verdade e ao vê-lo subir ficou fascinado como todos os presentes.

*1889 – MARÇO, 31-Inauguração da Torre Eiffel, erguida no Campo de Marte, que passou alguns anos mais tarde, a ser objeto de aspirações ao ser lançado o Prêmio “Deutsche de La Meurthe”. A torre, disse certa vez Santos Dumont, “é o mais grave de todos os meus perigos; e ela representa, para mim, a meta”.

*1891 – Primeira viagem de Alberto à Europa. Descobre o motor a petróleo “Parei diante dele como que pregado pelo Destino”. Diante desta extraordinária descoberta, sentira a possibilidade de tornar reais todas as fantasias de Júlio Verne, seu autor predileto. Decidiu estudar Mecânica, em Paris.

*1892 – AGOSTO, 30 – Falecimento, no Rio de Janeiro, do chefe da família Dumont. No esplendor da glória, Santos Dumont, escreveu: “Só uma saudade me fazia triste – era a ausência de meu Pai”.

*1897 – Primeira ascensão em balão cativo de 750 metros cúbicos em companhia de “Lachambre”, no campo de Vaugirard, duração de duas horas, com percurso voado de cem quilômetros. Até 1903, desenvolve 10 tipos de dirigíveis.

*1903 – SETEMBRO, 7 – Chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro a bordo do “Atlantique”. Consagração popular. Serenata de Eduardo das Neves: “A Europa curvou-se ante o Brasil”. Viaja a Minas e a São Paulo, regressando a Paris nos princípios de outubro. Passa por Palmira, onde é recebido com festas e faz visita a casa de Cabangu. Depois, dirige-se a Barbacena com recepção na Câmara Municipal e também no hotel Martineli, onde lhe foi oferecido um banquete e na ocasião muitos se manifestaram através de discursos como o de Soares Ferreira e uma singular mensagem das crianças Carlos Botto, Antônio Gualberto de Carvalho, Mário da Cruz Machado e Valério Abranches que enalteciam seu invento.

*1906 – OUTUBRO, 23 – Convocado de véspera, o Aero Club, em Bagatelle, perante jornalistas, fotógrafos e uma multidão, depois das experiências pela manhã, as 16 horas, Santos Dumont assume o comando do 14-BIS, faz um gesto público, para que se afaste, aciona o motor, e a hélice roda apressadamente. Há uma grande expectativa e emoção generalizada. As rodas do aeroplano começam a andar… O grande pássaro vai tentar o voo. Estava lançada a semente da aviação: um voo de mais de 25 metros.

*1907 – NOVEMBRO, 23 – Quando Henri Farman batia o seu “record” – Santos Dumont surgia em público com o seu terceiro aeroplano, que o povo parisiense, pela semelhança com as libélulas, apelidou de Demoiselle. Afirma Ribas Cadaval que este “Levíssimo, resistente, muito pequeno, elegantíssimo, nenufárico mesmo”.

*NOTA: Ápice da criatividade de Santos Dumont. A estrutura e a aerodinâmica do Demoiselle contribuíram rapidamente para que surgissem aeroplanos por toda parte por sua precisão em termos de infra estrutura, desempenho e segurança de voo. Santos Dumont não registrou sua patente e, portanto, tornou-se de uso livre e universal. Essa concepção de aeronave ainda é utilizada até hoje, mesmo havendo outras diferenciadas.

*1909 – SETEMBRO, 13 – Pilotando seu “Demoiselle”, Santos Dumont realiza o extraordinário voo de oito quilômetros por hora. Partindo de SaintCyr, foi aterrar em Buc, passando sobre o campanário de Roquencourt, que sobrevoou por algumas vezes. Para esta prova, Santos Dumont foi desaconselhado por outros experimentados pilotos, em vista do pequeno avião em uso.

*1910 – NOVEMBRO – Morte do primeiro piloto em acidente aéreo: Eugênio Lefebvre, seguido, semana mais tarde do segundo, Capitão Ferber Santos Dumont lamentou profundamente a morte de ambos. Lança o último “Demoiselle” tipo monoplano e com ele encerrou sua carreira aeronauta.

*1916 _ ABRIL, 25 Visita ao sítio natural de Foz do Iguaçu e diante do que vê diz: “Posso dizer-lhe, Frederico Engel, que estas maravilhas em torno das cataratas não podem continuar a pertencer a um particular”.

*1918 – Santos Dumont vai a Palmira, sua cidade natal, se ocupar da casa onde nasceu que lhe foi doada pelo Governo, pela qual se interessa desde 1914. Dela, fez o primeiro Museu Aeronáutico, colocando-lhe a placa com os dizeres: “Esta casa, onde nasci me foi oferecida pelo Congresso Nacional como prêmio dos meus trabalhos. Santos Dumont, agradecido”.

*NOTA: Deixou em testamento a devolução da referida ao Estado, após sua morte.

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Jornal Francês destacou a façanha do inventor brasileiro/Foto: Divulgação

Fonte: Jornal Expresso


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