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Barbacenense autodidata transforma ferro em arte

O artista plástico Fernando Ferreira Alves mantém em seu ateliê armas medievais e diversas obras esculpidas em ferro. Leia mais...

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Barbacenense autodidata transforma ferro em arte

O artista plástico Fernando Ferreira Alves, de 55 anos, transforma o ferro em arte, em seu ateliê Fernando Ferro Arte, belíssimas peças estão dispostas na vitrine, assim como instrumentos de guerra dos tempos medievais.

À Vertentes Agência de Notícias (VAN), Fernando define sua profissão: “Eu não decidi me tornar artista plástico, eu nasci artista”, afirma ao repórter.

Em um belo texto de Rachel dos Santos, para VAN, aos poucos o barbacenense vai sendo apresentado, nascido durante o período da ditadura militar, a liberdade de expressão se tornou o bem que ele mais preza em sua arte.

Desde cedo o artista preferiu demonstrar seu talento pela arte. Para ele, isso era uma boa forma de chamar a atenção das meninas, o que, às vezes, funcionava, segundo ele.  Fernando frequentou a escola somente até a sétima série do ensino fundamental. Desistiu de obter diploma – para ele, não há como se formar em algo que exige constante aprendizado.

Autodidata na arte de desenhar e esculpir, considera-se um eterno aprendiz. Como deixou a escola muito cedo para suprir as necessidades básicas, decidiu usar o dom que lhe foi dado por Deus, segundo ele, para sobreviver.  Costuma dizer que a principal matéria-prima utilizada é a mente e a vida em harmonia total. Em suas mãos, materiais como ferro, madeira e muitas coisas que são descartadas pela sociedade são transformados em arte. Parafraseia Descartes e vai um pouco além: “Penso, logo existo. Se existo, faço. Aceito? Não. Questiono”, afirma Fernando.

Para ele, arte significa vida. Significa romper fronteiras, liberdade de expressão. Significa Deus, não no sentido religioso, mas de superioridade. Arte é tudo, é o que ele vive e respira. Um minuto de silêncio paira no ar quando questionado sobre sua obra favorita, aquela que lhe dá mais orgulho. Com as lágrimas caindo, responde: “minhas maiores obras de arte são meus filhos”, declara.

Atualmente, Fernando está escrevendo um livro sobre sua vida, “mas só irá ser publicado depois que eu morrer, senão vão me matar”, conta sorrindo. O ateliê onde exerce sua arte fica localizado na Rua Joaquim Carvalho Campos, número 1.915, no bairro Ipanema, em Barbacena.


Redação BarbacenaMais com informações e foto Rachel dos Santos (VAN)

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