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Débora Grossi: Uma barbacenense nos campos de ajuda humanitária da ONU

Ex-aluna da UFSJ atua em uma das mais importantes instituições mundiais matando a fome do povo carente do mundo.

Insegurança alimentar é um assunto que deveria estar sempre em pauta. Ela é influenciada por vários fatores como conflitos/guerras, climas extremos, pestes, doenças, choques econômicos dentre outros. Estudiosos do  Programa Alimentar Mundial (WFP) veem o Brasil como um caso de sucesso de luta contra insegurança alimentar com a política do “fome zero” e outras implementadas a partir de 2003. Por esse motivo e outros a  WPF abriu um centro de excelência no Brasil, “um hub global de diálogo para formação de políticas públicas, aprendizagem, desenvolvimento de capacidades e assistência técnica Sul-Sul para promoção de ações contra a fome.

Para falar de um assunto tão sério e delicado, a barbacenense Débora Grossi conta como é poder ajudar pessoas tão necessitadas e carentes. Nascida em Barbacena e criada em Espinosa, é formada em psicologia pela Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), mestre em Justiça Social pela University College Dublin (Irlanda) e em Gerenciamento de Negócios e Economia Internacional – Katholieke Universiteit Leuven (Bélgica).

Durante seu percurso, trabalhou na ONU no Sudão do Sul para a missão de paz como Gestora de Bem-Estar dos funcionários; trabalhou em um projeto que tinha o objetivo de construir um porto em uma das cidades mais afetadas pela guerra no Sudão do Sul.

Em 2019, foi selecionada para trabalhar como Gestora de Informações de Cadeia de Suprimentos na cidade de Bruxelas, Bélgica. Hoje faz parte da equipe responsável por toda comunicação com organizações humanitárias. Na sua rotina de trabalho, é encarregada da comunicação com organizações relacionadas ao movimento de carga à resposta global para o COVID-19.

Para a psicóloga, ser brasileira no exterior tem seu valor.  “Nós brasileiros temos algo que nenhum outro país tem, entendemos diversidade. Somos naturalmente amigáveis, tratamos pessoas com respeito. Ser brasileira sempre me ajudou a ser bem recebida no meu ambiente de trabalho na África e na Europa. Os africanos adoram o Brasil, e depois de cinco anos vivendo na África percebi que temos muito em comum” compartilha.

Sobre as dificuldades de vivenciar cenas tão difíceis e tocantes, Débora prefere focar no positivo, nas mudanças positivas que presenciou e na resiliência das pessoas que encontrou. “As notícias que vemos na televisão são reais, a fome é inimaginável, a guerra existe e várias vidas inocentes são perdidas todos os dias. Vários dos meus colegas de trabalho no Sudão do Sul cresceram em campos de refugiados, tiveram uma vida muito precária, simples. Porém eles estudaram, retornaram ao seu país de origem e estavam ali trabalhando como excelentes profissionais ao meu lado, fazendo a mudança acontecer no seu próprio país” relata.

Pensando sobre os motivos que a fez trilhar esse caminho, Débora diz que não foi por causa de toda a pobreza e o sofrimento que viu, mas pela alegria das pessoas que se sentia motivada a continuar trabalhando e a ser a cada dia melhor.  Sempre teve em mente que “se queremos ver uma mudança no mundo devemos agir para que elas aconteçam”.  “O ser humano tem um nível de resiliência inexplicável. Por tudo que já presenciei até hoje afirmo com convicção, toda mudança é possível. Claro que algumas mais fáceis que outras” declara. 

 

 

 


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