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19/01/2020

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DPVAT | Mais de 300 mil vítimas ficarão sem Seguro DPVAT no ano que vem

A partir de histórico de estatísticas, relatório traz projeção de acidentes que não serão indenizados, caso o benefício seja extinto. SAIBA +

001 Acidente DPvat

Nos últimos 10 anos, cerca de 4 milhões de vítimas de acidentes de
trânsito foram indenizadas pelo Seguro DPVAT em todo o país. A partir
do histórico de dados da Seguradora Líder, é possível projetar um
cenário de como será o próximo ano sem a existência do seguro de
acidente de trânsito, usando modelos estatísticos aplicados em
previsões de séries temporais. Caso seja extinto, mais de 300 mil
pessoas perderão o direito ao seguro apenas em 2020. O estudo indica,
ainda, que serão mais de 38 mil casos de vítimas fatais no trânsito e
mais de 205 mil pessoas que ficariam com alguma sequela permanente
depois de um acidente.

 Para 2020, a maior incidência de ocorrências de trânsito não
indenizadas projetadas é para vítimas do sexo masculino, mantendo o
mesmo comportamento dos anos anteriores na base indenizatória do Seguro
DPVAT. A faixa etária mais atingida no período será a de 18 a 34
anos, representando 46% do total das indenizações, o que corresponde a
cerca de 144 mil benefícios que poderão não ser pagos. A projeção
de ocorrências para o próximo ano também mostra que a motocicleta
seria responsável pela maior parte das indenizações, com cerca de 77%
do total.

 No mesmo período, a maioria dos benefícios concedidos do Seguro DPVAT
seria para motoristas (58%). Estes representariam 56% das indenizações
para acidentes fatais e 54% para ocorrências com sequelas permanentes,
predominando significativamente os motociclistas (91%). Os pedestres
ficariam em segundo lugar nas indenizações por acidentes fatais no
período (28%), assim como nos sinistros envolvendo vítimas com
invalidez permanente (35%).

 Num cenário sem o Seguro DPVAT, o Nordeste seria o mais atingido.
Segundo o estudo, no ano que vem, a região concentrará a maior parte
das ocorrências não indenizadas: 30% do total. Entre os estados, São
Paulo, Minas Gerais, Ceará e Santa Catarina apresentarão o maior
número de vítimas que ficarão sem a cobertura: 38.602, 36.118, 21.883
e 20.251, respectivamente.

 “A indenização do Seguro DPVAT tem caráter social e protege os
mais de 210 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito.
O seguro é o único amparo econômico para grande parte da população
de baixa renda depois de um acidente de trânsito”, afirma o
diretor-presidente da Seguradora Líder, Ismar Tôrres.

 Dos recursos arrecadados pelo Seguro DPVAT, 50% vão para a União,
sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da
assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito,
e 5% são para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para
investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de
trânsito. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e
pagamento de indenizações às vítimas. De janeiro a outubro deste
ano, a parcela destinada ao SUS totalizou R$ 852,4 milhões e, para o
Denatran, R$ 94,7 milhões. Nos últimos 11 anos, essa contribuição
soma mais de R$ 37,1 bilhões.

 O estudo leva em consideração variáveis como frota, PIB, políticas
públicas de prevenção e educação no trânsito, e também dados
diretamente relacionados à administração do benefício, como
melhorias nos processos internos e maior divulgação de como ter acesso
ao Seguro DPVAT.

 No dia 11 de novembro, foi editada uma medida provisória indicando o
fim do DPVAT. A MP será analisada pelo Congresso, que terá o período
regimental para se posicionar, aprovando, rejeitando ou modificando o
texto.

SOBRE O DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os
mais de 210 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito,
sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão
acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou
pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de R$
13.500), invalidez permanente (de R$ 135 a R$ 13.500) e reembolso de
despesas médicas e suplementares (até R$ 2.700). A proteção é
assegurada por um período de até 3 anos.

Fonte: Seguradora Líder


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