Instituição financeira familiar com sede em Belo Horizonte vai contratar de 300 a 400 pessoas.

Aos 74 anos, o Banco Mercantil do Brasil, genuinamente mineiro, está na contramão do setor – que no ano passado demitiu 20 mil pessoas e fechou agências que tem automatizado procedimentos. Em vez disso, o Mercantil tem contratado, está abrindo unidades e investindo R$ 100 milhões. “Nossa história está um pouco diferente, porque o Mercantil vem focando suas operações na pessoa física, especialmente nos beneficiários do INSS. Isso começou em 2009, porque houve uma mudança no Brasil em relação ao processo de pagamento dos benefícios e aposentadorias. O INSS leiloou no Brasil esse serviço entre os diversos bancos, e o Mercantil venceu em Minas Gerais e em São Paulo”, contou o diretor de marketing da instituição, Roberto Godoy Assumpção.

Assim, na vida do banco tem um divisor de águas. Para atender esse novo contingente, ele está contratando e abrindo mais agências. É que dentro das regras do leilão do INSS, na cidade onde o vencedor do leilão não tem agência, quem faz esse serviço é o segundo colocado. No entanto, se o vencedor abre uma unidade naquele município, ele passa a fazer o serviço de pagamento do benefício. “Isso significa que essas pessoas que entram no sistema todos os meses vão à agência. É possível abordar essas pessoas, tratá-las como clientes, e não somente como um repasse da aposentadoria, para que elas possam abrir uma conta-corrente, ter um cartão de crédito e um seguro, exatamente onde o Mercantil está focado. Transformar essa pessoa num cliente de longo prazo”, explicou o executivo.

Contratação

Com aproximadamente 3.000 funcionários e em torno de 1,5 milhão de clientes, o foco atual do Mercantil do Brasil é na pessoa física e na manutenção de uma base de empresas que são clientes do banco há muitos anos.

Para manter um crescimento tão rápido e dinâmico, o banco também precisa continuar contratando. A cada agência aberta são admitidas, em média, de quatro a cinco pessoas. “Em 2016 foram 36 novas agências e somente neste ano serão mais 24. Temos uma programação para o ano que vem de determinado número de unidades. Então, fazendo uma conta grosso modo, em torno de 300 a 400 funcionários novos funcionários para atender essa expansão, sempre focando Minas e São Paulo”, disse Roberto Godoy Assumpção.

Segundo ele, a pessoa pode cadastrar o currículo no site do banco, que é acessado e usado ao longo do tempo.

Banco Mercantil de Investimentos é um novo negócio

Além do atendimento à pessoa física, o Banco Mercantil do Brasil diversificou-se e expandiu-se com a criação do Banco Mercantil de Investimentos (BMI). Tudo por causa da confiança no potencial do mercado mineiro. “O Estado é carente de um banco de investimentos que atue de forma diferente de um banco comercial, que não precisa ter agência, conta-corrente, extrato bancário. É um banco que atua com as empresas”, disse o diretor de marketing do Mercantil do Brasil, Roberto Godoy Assumpção.

Segundo o executivo, as grandes instituições financeiras têm seus escritórios em São Paulo. “Contratamos uma consultoria internacional de renome, fizemos um trabalho focando o mercado de Minas, que sabemos que não é atendido. As grandes empresas que costumam acessar o mercado de capitais já têm facilidades nesse caso. Mas a grande maioria não sabe que existem opções acessíveis dentro do mercado de capitais e eu estou falando de lançamento de debêntures etc”. Ou então, segundo Roberto Godoy Assumpção, a pessoa vai a São Paulo e paga caro pelo serviço.

Para isso, a empresa familiar fez um aumento de capital no BMI, no ano passado. “Já contratamos gente de mercado, que já está trabalhando, e já fizemos alguns negócios operacionais. Estamos acreditando bastante que esse segmento do banco de investimento tem muito futuro”.

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