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12/12/2019

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As diferenças entre Planos de Saúde, Cartões de Desconto e Planos Funerários: é preciso que você saiba o que está contratando para evitar dores de cabeça

É importante que os usuários de planos de saúde, cartões de desconto e planos funerários entendam o que cada modalidade irá fazer efetivamente pela sua saúde e como contratar a melhor solução para evitar problemas. Saiba mais...

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No Brasil existe um grande abismo entre a morosidade e a deficitária cobertura do SUS na saúde dos brasileiros e os vários serviços que vem sem prestados por planos de saúde, cartões de desconto e até mesmo planos funerários que se propõem, no ato da venda, a fornecer serviços médicos com desconto para seus usuários.

No entanto, a realidade mostra que é preciso que haja a conscientização do consumidor sobre o que difere cada modalidade para que no final evite dores de cabeça e até mesmo o ajuizamento de serviços prometidos que não são prestados ou exigem que o usuário pague complementação para a obtenção dos mesmos. 

Planos funerários e assistenciais

Para atrair clientes, empresas funerárias oferecem descontos em consultas médicas e exames, desrespeitando a legislação que regula os planos de saúde.  A expansão de um mercado paralelo de assistência médica, que não tem regulamentação de nenhum organismo ligado à saúde e desobedece a legislação pertinente à matéria, é condição mais que suficiente para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão com competência legal para fiscalizar o setor, proíba tal prática.  Na própria lei federal que trata sobre o funcionamento de planos funerários, a legislação prevê que os planos de empresas funerárias devem se ater às atividades ligadas a funeral, não havendo previsão de outros serviços, e, com isso, não dando nenhuma segurança jurídica ou assistencial aos usuários do plano funerário em relação a consultas e exames. 

Cartões de desconto

Muitas empresas do segmento de cartões de desconto se apresentam como plano de saúde, mas o que oferecem, na verdade, é um banco de profissionais parceiros que concedem descontos em consultas e exames para os usuários do plano. Desta forma, o usuário do cartão de desconto obtém um desconto em relação ao valor ‘cheio’ da consulta ou do exame, mas muitas vezes não observa que as consultas podem ou não incluir o retorno, ou até mesmo a marcação do retorno pode levar um tempo superior à necessidade do paciente.  Da mesma forma, não há a menor segurança jurídica para os usuários do cartão de desconto quanto a exames pagos e não realizados, ou a problemas que possam envolver diagnósticos e resultados errôneos. O paciente fica jogado à própria sorte, paga por sua mensalidade e paga pelos serviços que usou, mas não tem garantia na legislação para eventuais dores de cabeça decorrentes dos serviços que contratou.

Além disso, os cartões de desconto, assim como os planos funerários e assistenciais, são serviços mais baratos que um plano de saúde, mas bem menos completos.  Quando o usuário que não possui um plano de saúde e usa o cartão de desconto ou os planos precisa de um exame ou procedimentos de alta complexidade, de custo elevado, ele acaba tendo que recorrer ao SUS ou a fazer desembolso vultuosos. 

Planos de Saúde

Com uma boa diversidade de empresas no mercado nacional, os planos de saúde surgem como alternativas mais completas e que dão maior segurança aos usuários. Por terem que cumprir todas as normas da ANS, que fiscaliza e regula todos os serviços de saúde no Brasil, os planos de saúde possuem um mix de atendimento que prevê desde as consultas, exames e procedimentos de baixa a alta complexidade, com um nível alto de exigência de todos os profissionais que aderiram ao plano, e que podem ser facilmente acionados na justiça ou na agência reguladora quando um usuário não estiver satisfeito.

Além da segurança jurídica e assistencial que deixa o usuário tranquilo, há um número bem mais amplo de profissionais na rede médica, além da previsão para atendimentos e procedimentos de alto custos, com parcerias que incluem laboratórios, clínicas especializadas, rede hospitalar, e, conforme o plano, atendimento em outras cidades incluindo até mesmo transporte rodoviário e aéreo. 

Alguns cuidados a serem tomados antes de contratar um serviço de Saúde

  • Procure verificar se a operadora possui registro na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e se está sob direção fiscal ou técnica, o que indica que ela tem problemas administrativos e/ou financeiros. A consulta dessas informações pode ser realizada no site da ANS ou pelo telefone (0800-701 9656).
  • Nos critérios de escolha da melhor operadora devem ser levados em conta os preços e reajustes (inclusive por faixa etária), as necessidades e características de toda a família, como ocorrência de doenças preexistentes, pessoas idosas, mulheres em idade fértil, etc.
  • Para escolher o plano ideal o consumidor deve analisar qual a cobertura assistencial (o que será atendido pelo plano), a abrangência geográfica (municipal, regional, estadual, nacional ou internacional) e a rede credenciada/referenciada. Leve em conta que a oferta de mais ou menos serviços também está ligada ao tipo de plano contratado: referência, ambulatorial, hospitalar ou hospitalar com obstetrícia.
  • Outra atitude essencial para evitar futuras dores de cabeça ao consumidor é antes de assinar o contrato realizar a leitura minuciosa de cada cláusula. Procure exigir uma cópia do contrato e da lista atualizada dos prestadores credenciados: médicos, hospitais e laboratórios.
  • Fique atento as “promessas” feitas pelos corretores. Muitos corretores para convencê-lo a adquirir seu produto, irão afirmar que se trata de plano de saúde, mas pode ser apenas mais um sistema de cartão de desconto. Para não ser enganado é importante solicitar ao corretor que os benefícios prometidos que não constam no contrato sejam colocados por escrito.  E exija o número de registro do plano junto à ANS.

 


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