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13/12/2018

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ESPECIAL DIA DA PADROEIRA - A história da Matriz de Nossa Senhora da Piedade


No Dia da Padroeira de Minas Gerais e de Barbacena, o portal BarbacenaMais traz o artigo especial contando a história da Matriz de Nossa Senhora da Piedade, num relato minucioso de Dimas E. Soares Ferreira. CONHEÇA BARBACENA MAIS...

 

DIA DA PADROEIRA

A história da Matriz de Nossa Senhora da Piedade

 

Por Dimas E. Soares Ferreira

  

Dedico este texto ao meu falecido Pai, José Cypriano Soares Ferreira Netto, que pertenceu à Irmandade do Santíssimo na Matriz da Piedade e a minha Mãe, Nilda da Silva Soares Ferreira, devota fervorosa de Nossa Senhora da Piedade. Agradeço ao amigo Elton Belo Reis que me permitiu ler o livro de Massena sobre a Igreja em Barbacena.

 

Piedade Bandeira

 

No dia 15 de setembro de 2015, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Barbacena comemora o dia da Padroeira e também 251 anos da conclusão das obras de sua construção em 1764. A história de Barbacena passa pela história dos bandeirantes, da abertura dos Caminhos Velho e Novo, pela Guerra dos Emboabas, da Inconfidência Mineira e, também, pela história da Igreja Católica e seus templos. Não há exagero algum em dizer que as Minas Gerais começaram por aqui por estas terras no alto da Mantiqueira.

 

Em 1702, Garcia Rodrigues Pais, filho do bandeirante Fernão Dias Pais, saiu de São Sebastião do Rio Abaixo e quando chegou no entroncamento do Caminho Velho dos Sertões com o Caminho Novo que começava a ser aberto determinou, junto com seu genro Manoel de Sá e Figueiredo, que fosse construída uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar no local onde funcionava o primeiro Registro das Minas do Ouro. Menos de uma década depois, em 1711, seu genro começou a construir outra capela, desta vez nas terras da Fazenda da Borda do Campo, dedicada a Nossa Senhora da Piedade. O Caminho Novo, vindo de Parati (RJ) chegava aos altos da Mantiqueira passando pela Fazenda Passarinho, cortando cânions até alcançar os topos da região que chamavam de Pau de Barba, para isso vinha costeando o Morro da Caveira de Cima até alcançar o vale onde ficava a fazenda da Caveira de Baixo. Hoje, esta região é o limite entre os bairros Grogotó e Pontilhão. Naquela época uma área pantanosa onde os animais de carga costumavam se atolar. Ali, o Caminho Novo se articulava com outro caminho que levava aos sertões de Goiás e Mato Grosso.

 

Neste tempo, quase todos os exploradores que ocupavam estas terras queriam construir suas próprias capelas já que não havia ainda um templo que pudesse centralizar os cultos religiosos. Em 1725, Antônio de Faria Moreira solicitou autorização do Bispo do Rio de Janeiro para erguer uma capela dedicada a Nossa Senhora da Ajuda em sua fazenda no Sítio do Palmital, local que mais tarde passou se chamar Faria. Neste mesmo ano, Frei Antônio de Guadalupe, Bispo do Rio de Janeiro, criou a Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo nomeando como seu Vigário o Padre Luiz Pereira da Silva. A sede da Freguesia foi a Capela de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo onde funcionou até 1730. No ano de 1726, o Padre Luiz Pereira da Silva ergueu, às margens do rio das Mortes e do Caminho Velho, num lugar conhecido como Campolide, mais uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade que, naquele mesmo ano foi investida pela Cúria à condição de Paróquia. O Padre Luiz Pereira da Silva foi nomeado então seu primeiro vigário. Ali, ele entronizou a primeira imagem de Nossa Senhora da Piedade. Mas, por seu isolamento e pelo perigo dos ataques de índios e quilombolas, a capela acabou ficando abandonada. Até que em 1735 foram suspensos os cultos definitivamente nesta capela devido às suas precárias condições.

 

Piedadecompac

 

O primeiro capelão da Capela da Borda do Campo foi o Padre José Rodrigues da Costa, ancestral do inconfidente Padre Manoel Rodrigues da Costa (provavelmente seu tio ou tio-avô). O segundo Vigário da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo foi o Padre Luís Antônio de Castelo Branco (1727-1732).

 

No dia 19 de agosto de 1726, o Bispo do Rio de Janeiro, em passagem pelo Arraial da Borda do Campo, decidiu que era necessária a construção de uma nova e mais ampla igreja matriz. Mas, enquanto isso não acontecia, transferiu-se a sede da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Capela da Borda do Campo para a Capela de Nossa Senhora do Pilar do Registro Velho onde permaneceu até 1748, quando foi finalmente transferida para a Igreja Nova da Borda do Campo. A Fazenda da Borda do Campo pertencia ao Capitão Manoel Dias de Sá e a Fazenda do Registro Velho era propriedade do Capitão-Mór Garcia Rodrigues Pais Leme, sendo administrada pelo seu genro Manoel de Sá.  

 

Entre 1725 e 1743 a sede da Freguesia esteve nas capelas da Borda do Campo e do Registro Velho. Chamada de Igreja Velha pelos habitantes, a capela de Nossa Senhora do Pilar do Registro Velho acabou em ruínas sem deixar vestígios de sua existência, seja física ou documental. Mas, relatos indicam que ela ficava à esquerda da sede da fazenda. Era maior que a Capela da Borda do Campo e tinha capela-mór, altares laterais, grades, púlpito, porta transversal, côro, alpendre e adro em torno que também servia como cemitério. Mesmo depois de a Igreja Nova ter ficado pronta ela ainda continuou sendo usada para pequenas missas, novenas e terços. Esta capela foi abandonada após a morte do Padre Manoel Rodrigues da Costa e de seu irmão, o Capitão Francisco Rodrigues da Costa.

 

 

Segundo Soares Ferreira (1936), a construção de uma “Igreja Nova” deveria buscar para tal um “sítio conveniente, grandeza proporcionada e decência devida”, já que as capelas da Borda e do Registro eram pequenas demais e estavam em propriedades privadas. Os moradores do Arraial da Borda do Campo escolheram então os altos da “Caveira de Cima” e, após terem o aval do Procurador da Fazenda Real e do Ouvidor-mór, enviaram uma petição ao Bispo do Rio de Janeiro para que pudessem começar a construção da Igreja Nova. Para isso, contaram com a ajuda do Governador das Minas do Ouro, Gomes Freire de Andrade, que incumbiu ao engenheiro português, José Fernandes Pinto Alpoim, desenhar o projeto da nova igreja. 

 

 

Piedade PanoVárias capelas foram construídas neste mesmo tempo, dentre elas estava a Capela de São José do Ribeirão do Alberto Dias que começou a ser erguida por volta de 1730, a Capela de Nossa Senhora da Ajuda do Faria (1726) e a Capela de Antônio da Costa Nogueira no Barroso entre 1727-32. Todas pertenciam à Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo. Até o início das obras de construção da Igreja Nova da Borda Campo, a Freguesia teve como vigários o Padre José de Freitas (1740-41), Pde José Felipe de Gusmão e Silva (1741) e, novamente o Padre José de Freitas (1741-43). No dia 09 de dezembro de 1743, a mando do Pde Manoel da Silva Lagoinha, sexto vigário da Freguesia, ergueu-se uma cruz no lugar exato onde seria construída a Igreja Nova. Neste momento, o povo do Arraial da Borda do Campo já dava mostras de sua intolerância com o mandonismo dos poderosos. Quando o então Bispo do Rio de Janeiro passou por estas terras e foi recebido com enorme frieza e descaso e os sinos das capelas sequer foram repicados como era de costume.

 

O desenho da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo foi feito, com já dito, pelo engenheiro português José Fernandes Alpoim, o mesmo que projetou o Palácio do Governador em Vila Rica, os arcos da Carioca, o chafariz da Praça Quinze, a planta da cidade de Mariana, a Casa dos Contos e a cadeia de Vila Rica onde hoje está o Museu da Inconfidência. A primeira etapa de sua construção se iniciou em 1743 e ficou pronta em 1748 quando, em 27 de novembro, o Pde Antônio Pereira Henriques benzeu e entronizou as imagens nos altares, rezando neste dia a primeira missa da Igreja Nova da Borda do Campo. Entre as imagens está a Pietá em madeira, esculpida em Portugal que foi colocada no ponto mais alto do altar-mór. Esta imagem foi trazida para o Arraial da Igreja Nova sobre um carro de bois sendo recebida pelos moradores com grandes festejos quando o ainda incipiente Arraial foi decorado com arcos de bambú e bandeirolas.

 

Padre Antônio Pereira Henriques foi o nono Vigário da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da agora Igreja Nova da Borda do Campo (1748-50). Ele foi o último padre da Igreja Velha e o primeiro da Igreja Nova. Naquele momento, estava pronta apenas a capela-mór feita de taipa de pilão, quase totalmente isolada no topo do morro da Caveira de Cima. Começava ali a mobilização dos habitantes para se constituir um sítio urbano em torno da Igreja Nova. Em despacho de 09 de maio de 1744, o Governador Gomes Freire de Andrade mandou desenhar a planta do futuro Arraial. Publicou-se então edital convocando os interessados em construir em torno da nova igreja. Os primeiros a manifestarem seu interesse foram: Antônio da Costa Nogueira, Jacob Dias de Carvalho, João Calheiros de Araújo, Tomás da Silva, João Silva Pereira, João de Faria, Manoel Ferreira Valente, José Pinto Reys e Estevam dos Reis Motta, este último dono da sesmaria onde se ergueu a Igreja Nova.

 

Iniciou-se intensa disputa entre o dono da sesmaria da Caveira de Cima e os inúmeros interessados em construir ali perto. Para resolver a contenda o Governador Gomes Freire de Andrade autorizou a construção de moradias, mas proibiu qualquer tipo de comércio, garantindo esse direito exclusivamente a Estevam dos Reis. O que acabou gerando a revolta do povo que, em representação dirigida diretamente ao Rei de Portugal, diziam que a Igreja Nova sem casas ao redor ficava inutilizada, pois se tratava de lugar “medonho com gentios e salteadores e negros fugidos, cada qual pior de falta de consciência”. Diante disso, o Rei finalmente deu ganho de causa aos moradores excluindo a Caveira de Cima da sesmaria de Estevam dos Reis.

 

Dessa forma, aos poucos desenvolveu-se em torno do novo templo o Arraial da Igreja Nova da Borda do Campo, bem às margens do Caminho Novo e muito próximo de seu entroncamento com o Caminho Velho que descia na direção do rio das Mortes passando por Campolide e da Caveira de Baixo onde estava o entroncamento do caminho para os sertões de Goiás e Mato Grosso. Em 30 de outubro de 1750 foi confirmada a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade da Igreja Nova da Borda do Campo, que dias depois se transformaria na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo, agora com natureza colativa, ou seja, nascia ali o Curato Episcopal de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo. Neste mesmo ano ergueu-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca dando origem à Freguesia de Santa Rita.

 

Em 1751, fortes chuvas causaram sérios danos à frágil estrutura da Igreja Nova. Então, decidiu-se pela derrubada das torres de taipa da Igreja Nova para se erguerem duas novas torres de pedra e cal, aumentando assim o corpo da Igreja. Decisão que se deu durante o período em que foi vigário o Pde Feliciano Pita de Castro (1752). Neste início da segunda metade do século XVIII já haviam sido construídas várias casas em torno da Igreja Nova e, por decisão do Governo das Minas Gerais, o novo Arraial da Igreja Nova da Borda do Campo ficou sob a jurisdição da Vila de São José Del Rei  (Tiradentes).

 

AltarEm 1754 a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade resolveu instalar o assoalho das coxias e da capela-mór, destinando aquele local ao sepultamento de seus provedores, bem como também forrar o sacrário com seda instalando ali um novo pavilhão. Finalmente, em 1756, a Irmandade deliberou pela construção de novo frontispício e das atuais torres de pedra que ficaram prontos em 1763 a um custo de 18 mil cruzados e mais 30 mil cruzados para o acabamento final, valor que foi rateado entre os moradores do Arraial da Igreja Nova da Borda do Campo. Somente em 1764 todas as obras foram terminadas e a Igreja foi entregue ao culto. Neste mesmo ano a Freguesia de Santa Rita tornou-se filial da Freguesia Colada de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo.

 

O mestre de obras foi Manoel Alves Pereira que recebeu 5:600$000 mais 50 oitavas de ouro (cerca de um quilo e meio) para a compra de material e transporte do mesmo. Para isso, teve três anos para executar toda a obra. As torres, pelo contrato, deveriam ser de pedra com sineiras e zimbórios de tijolo com fecho de pedra e varões para as esferas. Tanto as torres, como as sineiras foram aumentadas por ordem do Cap. Manoel Rodrigues da Costa. Ao final, a obra custou 13:750$000 mais 50 oitavas de ouro. Estava entregue a mais bela Igreja colonial de Barbacena e que hoje é o Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

 

 

Em 1774, os negros, proibidos de assistirem as missas no interior da Igreja Nova começaram a construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário e em 1809 fundaram a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Barbacena. Em 1782, o Arraial da Igreja Nova da Borda do Campo possuía 80 casas e já peticionava o direito de erguer seu próprio pelourinho, desligando-se assim da Vila de São José com uma justiça própria. O que acabou acontecendo menos de uma década depois, quando em 14 de agosto de 1791 foi transformada em Vila de Barbacena.

 

Em 1784 foi sepultado pela primeira vez na Igreja Nova um de seus vigários, o Pde Feliciano Pita de Castro, o mesmo que havia decidido por instalar o assoalho das coxias e capela-mór, além do forro do sacrário. Foi ele também que mandou construir o novo frontispício e as duas torres completando assim a obra da Igreja Nova. A importância religiosa e eclesiástica da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade transformou a vida dos habitantes da Borda do Campo. Novas capelas e igrejas surgiram e muitas delas passaram a fazer parte da Freguesia. Em 1807 foi criada a capela de Nossa Senhora de Sant’Ana do Barroso, filiada à Freguesia da Igreja Nova e neste mesmo ano ergueram-se as Capelas de Nossa Senhora dos Remédios dos Brejaúbas, Nossa Senhora de Sant’Ana de Garambés, Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe (Lima Duarte), Nossa Senhora dos Passos do Rio Preto e Quilombo (Bias Fortes). Todas filiadas à Freguesia de Nossa Senhora da Piedade na Vila de Barbacena.

 

Também eram capelas filiais da Paróquia de Barbacena: Nossa Senhora do Rosário (1774), São Francisco (demolida), Boa Morte, Piedade da Borda do Campo (matriz entre 1726-30), Senhora do Pilar do Registro Velho (matriz entre 1730-48), Nossa Senhora da Ajuda no Sítio do Faria (1726), Nossa Senhora do Rosário e São José do Ribeirão Alberto Dias (1734 - Vasconcelos), Nossa Senhora do Rosário do Curral Novo, Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca (1750), Santa Rita, Santo Antônio de Bertioga (1787), Senhora Mãe dos Homens no Sítio do Bom Jardim (1789), Sant’Ana do Boa Vista (1789), Senhora dos Remédios das Brejaúbas (1808), Dores do Rio do Peixe (1808 – Lima Duarte), Quilombo (Bias Fortes), Senhora da Oliveira das Tôrres (1813), Senhor dos Passos do Rio Preto (1808). Além de inúmeras ermidas e oratórios, como Senhora da Ajuda do Castelo (Serra de Remédios), Sant’Ana na Fazenda dos Moinhos, Senhora do Carmo do Boa Vista que pertencia à Fazenda da Caveira de Baixo, Bom Jesus de Matosinhos (Sítio do Lacerda – 1767), Conceição do Pouso Alegre (1788), Santo Antônio do Rio Grande do Bom Jardim, Bom Jesus do Bom Jardim do Rio Grande (1794), Carmo do Bom Retiro, Santa Rita da Tapera, Santo Antônio do Rio Peixe, Sant’Ana do Bandeira, Dôres da Lavrinha, São Francisco de Paula da Conquista, São Sebastião do Engenho, Carmo da Cachoeira, São Domingos da Bocaina e São José do Arraial de Ilhéos.

 

Agora que completa 303 anos desde que se ergueu a primeira capela em sua homenagem e 250 anos desde a conclusão de sua construção, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade só tem a homenagear essa Mulher Santa e Piedosa. Mãe sofredora que foi forte o bastante para ver seu Filho morto aos seus braços e ainda assim rogar pela paz entre os homens. Que ela continue iluminando nosso povo e abençoando Barbacena.

 


 

Referências Bibliográficas

 

SOARES FERREIRA, José Cypriano. A Primitiva Paróquia de Barbacena. Artigos publicados no Jornal Imprensa entre 1918-1936.

ANDRADA E SILVA, José Bonifácio. Jornal do Comércio. Rio de Janeiro, 1845.

MASSENA, Nestor. A Igreja em Barbacena – Achêgas para a sua Cronografia. IBGE, Rio de Janeiro, 1952.

 


 

O autor é Doutor em Ciência Política pela UFMG e Mestre em Ciências Sociais pela PUCMinas. Diretor do Sinpro Minas e da Contee. Revisor ad hoc do eJournal of eDemocracy and Open Government e da Revista Temas da Administração Pública da Unesp. Membro do Comitê Científico da Revista Extra-Classe. Professor da Epcar e vencedor do XI Prêmio Tesouro Nacional em 2006.

 

Fotos: KátiaCilene para BarbacenaMais


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