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20/08/2019

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Semana Mundial de enfrentamento à Hanseníase alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença

A Campanha propõe a intensificação das ações de divulgação e das atividades que buscam à eliminação da doença como problema de saúde pública no país, tendo como foco a prevenção de incapacidades. Saiba mais...

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Foto:divulgação


A semana mundial de enfrentamento à Hanseníase é celebrada entre os dias 27 e 31 de janeiro. O objetivo é alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, além de incentivar a procura precoce pelos serviços de saúde, mobilizar os profissionais da área quanto à busca ativa de casos novos e realização de exames dos contatos entre os casos registrados e cura da doença. 

A Secretaria de Estado de Saúde elaborou, em 2017, o Plano de Enfrentamento da Hanseníase em Minas Gerais (2018-2021), em parceria com vários setores, especialmente junto à Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de propor a criação de políticas públicas para o enfrentamento da Hanseníase no nosso Estado. 

O plano é composto por 5 eixos de intervenção a saber: Ações de Vigilância Epidemiológica; Rede de Atenção à Saúde (RAS), tendo a Atenção Primária à Saúde (APS) como coordenadora do cuidado; Educação Permanente e Integração do Ensino-Serviço; Fortalecimento da Educação em Saúde e Mobilização Social; Gestão e realização de atividades de monitoramento além da avaliação contínua da execução deste plano de enfrentamento. 

Em novembro de 2018, também foi instituído o Comitê Estadual de Enfrentamento da Hanseníase no âmbito da SES-MG com o objetivo de implementar e monitorar o Plano de Enfrentamento à Hanseníase no Estado de Minas Gerais que, posteriormente, será encaminhado para a Comissão Intergestora Bipartite (CIB) para ser aprovado.

“O foco do programa de controle de hanseníase é baseado no diagnóstico precoce, tratamento adequado, vigilância de contatos. Atenção especial aos casos que ocorrem em menores de 15 anos, onde as ações de vigilância epidemiológica são intensificadas. A melhoria do acesso ao diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades e reabilitação, nos vários níveis de atenção à saúde é compromisso de todos para uma atenção integral adequada ao portador de hanseníase”, afirmou a coordenadora de Dermatologia Sanitária da SES-MG, Maria do Carmo Rodrigues Miranda.

Sobre a doença

A hanseníase é uma doença infecciosa, transmissível e curável que atinge principalmente a pele e os nervos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. 

A doença é causada pelo bacilo chamado Mycobacterium leprae que ataca a pele e a mucosa nasal e sua transmissão acontece através das vias respiratórias. Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). Mas, após o tratamento regular o paciente para de transmitir a doença.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maior parte da população é resistente bacilo e não desenvolve a hanseníase, ou seja, somente 5% de pessoas, em contato com Mycobacterium leprae, adoecem e desenvolvem os sintomas.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico da hanseníase é realizado por meio de exame dermatológico e neurológico, com testes de sensibilidade. A doença inicia-se, em geral, com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, com alteração de sensibilidade à dor, ao tato e ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal. Nesses casos, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. 

De acordo com Maria do Carmo Rodrigues Miranda, a prevenção da hanseníase se faz por meio do tratamento de todos os pacientes e da descoberta de todos os casos novos esperados.

“Todas as pessoas que convivem no domicílio devem ser examinadas e encaminhadas para aplicação da vacina BCG. A vacina BCG aumenta a resistência do organismo, principalmente contra as formas multibacilares da doença. O diagnóstico e tratamento podem ser realizados nas unidades de saúde de todo o estado e, também, nos serviços de referências distribuídos em Belo Horizonte e no Centro Nacional em Hanseníase, Dermatologia Sanitária, em Uberlândia”, disse. 

Não se pega hanseníase por meio de:

– Compartilhamento de copos, pratos, talheres, não havendo necessidade de separar utensílios domésticos da pessoa com hanseníase;

– Utilização de assentos, como cadeiras, bancos;

– Apertos de mão, abraço, beijo e contatos rápidos em transporte coletivos ou serviços de saúde;

– Picada de inseto;

– Relação sexual;

– Aleitamento materno;

– Doação de sangue;


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