Finanças | Três investimentos melhores que a poupança para crianças

A orientação dos investidores é acreditar em aplicações de longo prazo que tragam rendimentos mais robustos.

Crianças têm uma vantagem especial em relação aos adultos no universo dos investimentos: elas podem contar com mais tempo. Isso quer dizer que, se forem devidamente orientadas ou se tiverem quem faça investimentos por elas o quanto antes, a tendência é que tenham resultados muito mais expressivos nesse mercado.

Devido à tradição, a Caderneta de Poupança é o recurso mais comum para os pais que querem economizar dinheiro para os filhos. Mas com tanto tempo disponível, a orientação dos investidores é acreditar em aplicações de longo prazo que tragam rendimentos mais robustos.

Por que a Poupança não é uma boa ideia?

Ainda que seja bastante acessível e apresente boa liquidez, a Poupança rende muito pouco e não é tão segura quanto parece. Sua rentabilidade se dá pelos juros que dependem da taxa Selic para crescer. Assim, quando ela for igual ou estiver abaixo de 8,5%, os juros são de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Se superar essa porcentagem, o rendimento é de 0,5% ao mês acrescido da TR.

Vale destacar que o valor da TR é próximo de zero e como atualmente a taxa de juros está em 2%, isso gera um rendimento considerado baixo, de 1,4% ao ano ou 0,11% ao mês.

A Poupança tende a remunerar sempre menos do que aplicações como o Tesouro Selic, por exemplo, que oferecem porcentagens de rentabilidade acima da taxa básica de juros da nossa economia. Por isso, faz sentido considerar pelo menos três ativos que podem facilmente substituir a Poupança nessa missão de longo prazo: as ações, os títulos públicos e privados e os planos de previdência.

Ações são alternativas altamente rentáveis

Embora o mercado de ações seja considerado de maior risco em relação aos demais, isso não vem de graça, pois a chance de perda é diretamente proporcional ao ganho que ele oferece.

O fato é que a criança pode ser o público ideal para o mercado de ações, desde que isso seja feito com o máximo de bom senso por parte de seus responsáveis. Em termos de rentabilidade, o potencial do mercado de ações é elevadíssimo, principalmente quando se considera exclusivamente o longo prazo. Ele pode começar a ser movimentado com pouco dinheiro, mesmo que o investidor tenha menos do que R$ 100 mensais à sua disposição.

Em 2019 já eram aproximadamente 6 mil investidores cadastrados na B3 com menos de 15 anos de idade, o que mostra que cada vez mais os pais têm entendido o potencial desse mercado no futuro financeiro de seus filhos. A orientação é procurar ativos de companhias com expectativa de crescimento e boa distribuição de dividendos, para lucrar com esse repasse e depois reinvestir o dinheiro na compra de maior participação nessas mesmas empresas.

Títulos de renda fixa: solução conservadora

Ativos de renda fixa têm cada vez mais tomado o espaço que da Poupança na carteira dos investidores. Se no mercado de ações é possível encontrar rentabilidades expressivas, ativos como o Tesouro Direto e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA's) são dotados de outros dois elementos fundamentais para boas aplicações: segurança e liquidez.

Pensando em investir para as crianças, vale a pena considerar esse tipo de empréstimo ao governo e a instituições financeiras para receber de volta com juros no futuro. Esses juros podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos, o que significa que eles são definidos previamente, atrelados a um índice ou mesclados nessas duas possibilidades.

Existem títulos com vencimento definido para até 2055, por exemplo. Assim, aplicar dinheiro nesses ativos e associá-los a indicadores como o IPCA+, lucrando sempre acima da inflação, pode ser uma estratégia muito interessante para ser iniciada agora e garantir boa rentabilidade sem maiores riscos.

Previdência privada para crianças

Também com objetivos de longo prazo, planos de previdência privada não podem ser negligenciados, especialmente diante da insegurança a respeito do futuro da previdência pública.

Essa solução é atrativa quando se observa a questão tributária. Como existem diferentes tipos de planos no mercado, dependendo da escolha que fizer, o investidor pode arcar com alíquotas consideravelmente mais baixas de Imposto de Renda (IR) em investimentos mantidos por mais tempo.

Outro ponto importante: existem planos de previdência privada que são desenhados exclusivamente para crianças e que possibilitam aplicações baixas por parte do investidor.

Aderir a uma solução desse tipo anos antes de a pessoa começar a trabalhar, pode reduzir a contribuição ao longo do ciclo produtivo, de maneira que a aposentadoria seja construída com muito mais facilidade.

 


Imprimir  

Tudo o que aconteceu hoje, diretamente no seu e-mail

Receba nossas noticias em seu e-mail: