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18/08/2019

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INTERNET-SE: Como os influenciadores digitais ganham dinheiro?

É uma possibilidade para profissionais de outras áreas que já entenderam que eles têm as redes sociais como uma ferramenta de negócio também. Saiba mais...

001 Influenciador

Como os influenciadores ganham dinheiro?

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Débora Alcantara
LinkedIn Top Voice. TEDx Speaker
 

Por um bom tempo, quando alguém dizia que sua profissão era a de blogueiro ou youtuber, a impressão das pessoas não era a melhor. Justamente por ser algo novo, essa fala causava uma certa insegurança, levantava incertezas ou até mesmo era vista como um "hobby" e não como uma profissão. 

Mas a realidade de tempos cada vez mais virtuais fez com que os influenciadores digitais fossem levados mais à sério. A verdade é que, se você questionar uma criança sobre o que ela quer ser quando crescer, a probabilidade dela responder que deseja ser um youtuber ou um instagramer é muito grande. 

Essa não é só uma profissão de sonho do universo infantil, mas sim de muitos adultos, pessoas que procuram uma maneira de difundir suas paixões e habilidades de uma forma pela qual seja possível transmitir sua própria personalidade. É uma possibilidade para profissionais de outras áreas que já entenderam que eles têm as redes sociais como uma ferramenta de negócio também.

O mercado de influenciadores digitais movimentou no mundo US$ 4 bilhões em 2017. E deve levantar US$ 10 bilhões em 2020, segundo levantamento da Mediakix. Os produtores de conteúdo digital cresceram em número e fama; muitos ganharam status de celebridade. Na lista dos 100 canais de Youtube mais influentes do mundo, divulgada pelo Snack Intelligence/Tubular Labs em outubro de 2018, 24 são brasileiros. 

O Brasil, por exemplo, é um dos países que mais valoriza as mídias sociais. Um mercado que podemos notar como gigantesco e com inúmeras oportunidades para quem trabalha produzindo conteúdo na internet.

Esse universo on-line mudou, a internet se moldou para que esse espaço desse cada vez mais voz a outros profissionais. Deixou de ser aquele local em que apenas aficionados por moda dividem o seu “look do dia” e passou a se tornar um ambiente em que qualquer profissional pode crescer, fixar sua autoridade e compartilhar seu conhecimento. 

Ser um criador de conteúdo digital é sim coisa séria. O que acontece é que a maioria dos influenciadores não está preparado para ser um empreendedor, para pensar no seu canal e na sua imagem pessoal como empresa e marca.

E o que seria pensar como empresa?

Pensar de que forma você pode gerar lucro, de que maneiras as marcas vão poder fazer ações com você e como criar novos negócios.

Ser influenciador digital é criar uma comunidade por meio de uma produção de conteúdo consistente que te represente e que você tenha real paixão. É uma oportunidade de transformar o seu conteúdo em um um negócio que gera renda, influência, troca, interação e conexão . 

Mas, ainda, o que mais faz os olhos brilharem quando o assunto é trabalhar com a influência na internet é a grande promessa de ganhar rios de dinheiro. Vamos com calma! Youtuber é uma profissão, assim como blogueiros, instagramers… Toda essa gama de influenciadores digitais consegue gerar capital produzindo conteúdo e, realmente, ganham a vida com isso. Mas é só um reflexo de muito empenho. Não existe mágica.

O conteúdo entregue sempre será o mais importante, depois podemos citar a plataforma de compartilhamento e também a consistência e coerência na entrega. 

Existem, por exemplo, muitos produtores de conteúdo que possuem grandes números de seguidores, inscritos, mas que ainda não conseguem remunerar a partir dessa audiência.

E para sair dessa ideia de que a única forma de ganhar dinheiro sendo influenciador é por meio dos tão famosos “publiposts”, quero falar um pouco sobre como existem muitas outras formas de remuneração.

Você sabe como os produtores de conteúdo monetizam o seu trabalho? Abaixo, criei essa tabela com 15 formas de monetizar criando conteúdo e sendo influenciador digital:

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1.Patrocínio de conteúdo e publicidade para marcas

Quem nunca viu um vídeo ou publicação no Instagram com a indicação de “publi”? Essa modalidade nada mais é do que um influenciador atuando como porta-voz de uma marca. Ele usa justamente o seu poder de influência com sua audiência para promover um produto ou serviço de uma empresa. Esse tipo de ação gera o sentimento de identificação e aproximação com a marca. Ter a possibilidade de usar e adquirir algo que faz parte do mundo de alguém cujo trabalho e comportamento você admira, aumenta o sentimento de pertencimento e as pessoas sentem como se um amigo mesmo o tivesse indicado. 

2. Eventos de ativação de marcas

A ativação de marca é um conjunto de ações que uma empresa realiza para agregar e gerar valor ao público por meio de experiências. Podem ser alguns dias ou horas, mas o objetivo é ativar a marca conseguindo fazer dela parte da vida das pessoas, trazendo mais encantamento e utilidade. O influenciador participa, nesses casos, para fazer da marca mais do que mera vendedora do seu produto ou serviço, ele a ajuda a proporcionar emoções e memórias e a criar uma relação de proximidade com o público.

3. Assinatura de produtos e cocriação com marcas

Quando você é um expert dentro da sua área, uma marca estar associada à sua imagem é mais do que benéfico. O seu poder de autoridade aliado à sua credibilidade abre portas para parcerias de cocriação com empresas, pois elas não estarão apenas entregando um produto ou serviço, mas sim criando uma identidade e ativando a interação com a comunidade do influenciador. 

Um exemplo é o da youtuber Niina Secrets, que consolidou a sua imagem falando sobre estética e beleza, e com inúmeros tutorias de maquiagem cocriou um batom assinado por ela com a empresa de cosméticos MAC.

4. Desenvolvimento de produtos autorais

Ser um influenciador digital lhe dá a oportunidade de trabalhar com algo que realmente represente um ideal, ou melhor, que te represente. Essa é a chance de criar produtos sobre o que você ama e sabe fazer. Livros, produtos customizados (canecas, camisetas, blusas), cursos... Existem as mais variadas opções. Ao criar o produto você pode hospedá-lo em um site exclusivo para esse tipo de venda e divulgar em outros canais como Instagram, Facebook, etc.

Eu e minhas irmãs, por exemplo, temos verdadeira paixão por compartilhar tudo o que aprendemos nesse mundo do empreendedorismo. Nós desenvolvemos os cursos Efeito Orna e Deixe Sua Marca que ficam hospedados na Hotmart (uma plataforma de hospedagem de infoprodutos) e essa também é uma forma de monetizarmos o nosso trabalho. 

5. Revenda e curadoria de produtos multimarcas

O primeiro passo é buscar marcas de forma estratégica, que tenham ligação direta com o que você faz, e pra isso você precisa ter certeza do seu posicionamento. As marcas podem vir até você, mas nada impede que você vá até às marcas.

Pense: quais são as empresa que eu já uso? Que eu já amo? Que eu falaria mesmo que fosse de graça? 

Nós, por exemplo, temos uma parceria muito bacana com a Dafiti, um marketplace para encontrar tudo o que você precisa, que traz o conceito de smartfashion para todos os produtos, sejam relacionados à moda ou à lifestyle. Nós realizamos um curadoria dos produtos que mais nos representam e que estão alinhados com o que o nosso público consome e dessa forma estabelecemos um contrato de revenda e monetização do nosso conhecimento de moda.

6. Seu próprio e-commerce com produtos autorais ou multimarcas

Além da nossa paixão por empreendedorismo, também somos aficionadas pelo mundo na moda, o que nos levou a criar nossa primeira marca autoral de bolsas e assessórios: a ORNA. Nesse caso nós temos um e-commerce próprio para realizar a comercialização dos produtos da nossa marca.

7. Oferta de serviços relacionados ao conteúdo oferecido:

Quando você constrói uma autoridade e consolida sua imagem em cima do que sabe fazer de melhor é possível também monetizar serviços relacionados a esse seu conhecimento. Experts em moda podem, por exemplo, oferecer consultorias. Criadores de conteúdos que ensinam idiomas podem dar aulas particulares. Eu e minhas irmãs atuamos realizando workshops, dando palestras, oferecendo mentorias... Existe um vasto campo para ser explorado neste tópico. 

8. Anúncios do Adsense

Google AdSense é um serviço gratuito no qual o proprietário de um website lucra a partir do momento em que os usuários interagem com um anúncio divulgado em sua página. Sabe quando você está navegando na internet e encontra diversos anúncios com promoções de voos para Miami? Se você clica nesse anúncio, ou até mesmo efetiva um compra a partir desta página, o dono dela receberá uma comissão por isso.

Esses anúncios geralmente tem relação com os conteúdos mais significativos para você e o seu público, mas é uma segmentação realizada automaticamente pelo Google.

9. Desenvolvimento de aplicativos e soluções digitais para sua audiência

Você também pode criar uma curadoria e desenvolvimento de conteúdo pensando em uma outra maneira para estar presente no dia a dia da sua audiência. A influenciadora digital Juliana Goes criou o aplicativo Zen, uma aplicação gratuita que oferece um conteúdo sobre bem estar com reflexões, trilhas sonoras, vídeos para relaxamento, termômetro de emoções e meditações!

Outro exemplo é a dupla de amigos e youtubers Jovem Nerd e Azaghal, da marca Jovem Nerd, que lançaram um app com o mesmo nome do canal. A aplicação funciona como uma espécie de cofre com todos os conteúdos criados e disponibilizados por eles, como podcasts, gameplays e notícias gerais sobre o universo nerd.

10.Criação de infoprodutos ou produtos digitais

Você não precisa necessariamente estar preso no desenvolvimento de produtos físicos. Eu e minhas irmãs, no nosso projeto de educação EFEITO ORNA, além dos cursos on-line, também criamos alguns e-books como o Instagram Skills e o ORNA REPORT – COLORS OF 2019/2020.

11. Cursos presenciais de interesse do seu público ou eventos autorais geram conexão da comunidade

O ambiente virtual nos dá a chance de estar presente em uma vasta cobertura. Não estar preso à um espaço físico ajuda muito no desenvolvimento e entrega de conteúdo, mas a sua audiência sempre irá valorizar a chance de estar perto, cara a cara com você. Investir e poder proporcionar cursos presenciais agregam muito valor a experiência de conhecimento e podem sim ser um diferencial na hora da sua monetização. O EFEITO ORNA mesmo surgiu como expansão de um curso presencial que realizamos, o “Profissão Blogger”.

Alguns Youtubers criam peças de teatro, comedia e eventos anuais.

12. Projetos viabilizados por meio de crowdfunding ou investimento coletivo. Ex: livro, documentários, etc

crowdfunding ou financiamento coletivo nada mais é do que um projeto viabilizado financeiramente por várias pessoas que se identificam com sua ideia e por isso resolveram contribuir para que ela saia do papel. Essa também é uma possibilidade de monetização para os influenciadores. 

13. Projetos notáveis

Vale frisar novamente que não é necessário esperar que empresas entrem em contato diretamente com você para estabelecer uma parceria. Você também pode mostrar como o seu trabalho é relevante e como tem poder de impacto positivo para as marcas que se aliarem a você. 

Um exemplo que tenho muito orgulho de dar é o case do projeto Apartamento.33. Eu estava noiva, havia comprado um apartamento e iniciei o processo de reforma. Nesse período eu criei um dos primeiros perfis de apartamento no Instagram para compartilhar esse processo com meus seguidores, e vi a oportunidade de elaborar um projeto notável e ilustrar como as empresas de decoração, materiais de construção e móveis poderiam estar presentes e ambos se beneficiarem.

Enviei o meu projeto para as empresas nas quais eu acreditava e queria que fizessem parte de fato do meu lar, como a Electrolux e Eliane Revestimentos, entre outras. Isso foi convertido para mim em produtos num valor de cerca de R$ 200 mil - um retorno de alto impacto, não só para mim, mas também para as empresas que ganharam uma visibilidade estratégica fazendo parte dessa fase comigo. 

Veja a análise completa sobre o case do Apartamento.33 aqui.

14. Permutas ou economia criativa

Preciso deixar claro que nem só de permuta vive um influenciador. E que muitas vezes é comum receber propostas que posso chamar até de “indecentes” para trocar nossos trabalhos por produtos. É preciso estabelecer um filtro e ver em que sentido é viável e sensato oferecer o seu trabalho em troca de produtos e serviços. A economia criativa é um grande e positivo passo, e pode sim encurtar muitos caminhos e ser benéfica para o produtor de conteúdo, representando também uma forma de monetização. 

15. Afiliação

Nesse formato de monetização existem diversos prós e contras, nos quais não vou me estender hoje, aqui, mas existem basicamente dois caminhos para ganhar dinheiro por meio de afiliação. Um é se tornando um afiliado de um produto ou serviço, isso significa usar o seu poder de influência para divulgar o conteúdo de um terceiro. Quando alguém realiza uma compra ou interação com o seu link de afiliado (isso depende de cada contrato de afiliação), você ganha uma comissão por isso.

O segundo é trazendo pessoas para se afiliar a um serviço seu. Nos nossos cursos EFEITO ORNA e Deixe Sua Marca, trabalhamos com o sistema de afiliados, e em cima de cada venda realizada eles ganham uma comissão. No curso do EFEITO já tivemos afiliados que faturaram mais de R$15 mil e no Deixe Sua Marca mais de R$ 6 mil. Isso é muito bom, pois com esse sistema você pode aumentar o seu público de alcance e ser notado por uma audiência diversificada.

Lembre-se: as relações comerciais e negociações podem ser via agência de publicidadeassessoria de imprensa ou por um contato direto com o cliente, geralmente o marketing direto da marca. Não existe nenhuma regra inflexível, mas sim um mundo vasto para ser explorado. 

Tenha sempre em mente que não importa se você tem 100 ou 100 mil seguidores, o mais importante é focar na qualidade do seu conteúdo, proporcionando relevância para o seus seguidores. Sendo muita ou pouca gente você é capaz de influenciar as pessoas que te acompanham.

E claro, você pode trabalhar como freela de produção de conteúdo para outras marcas. É o caso da Laís Schulz.

Você conhecia todas essas formas de monetização? Gostaria de saber mais detalhes sobre uma delas? Me deixe saber para que eu possa me aprofundar no tema :)


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