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18/11/2018

Fecomércio MG impulsiona a inovação no varejo


Entidade lançou, na última terça-feira (23/10), o Movimento Empresarial de Inovação e Competitividade (MEIC), apoiado pela ABDI, a fim de estimular iniciativas para o setor. Leia mais...

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Com a finalidade de promover ações de inovação nos setores de comércio e serviços de Minas Gerais, a Fecomércio MG lançou o Movimento Empresarial de Inovação e Competitividade (MEIC). Em um evento informal e descontraído, que contou, entre outras atrações com um contador de histórias para apresentar o projeto, reuniram-se, na noite da última terça-feira (23/10), representantes do setor, startups e gestores de empresas para a apresentação oficial do projeto, suas principais atividades até o momento e desafios para o futuro.

Os primeiros passos do MEIC surgiram no ano passado, quando a Federação firmou um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). A entidade tem sede em Brasília e, apesar da atuação voltada à área industrial, atende, desde meados de 2016, ao setor terciário. Em razão desse trabalho, a ABDI criou o Laboratório de Inovação do Varejo (ProVa), iniciativa que inspirou o MEIC.

O coordenador do Departamento Comercial da Fecomércio MG, Danilo Manna, explica que o objetivo é implantar ações do ProVa em Minas Gerais, o que envolve grupos de foco definidos para discutir desafios e oportunidades proporcionados pelas mudanças de hábitos de consumo, concorrência internacional e pela necessidade de que os setores de comércio e serviços acompanhem a chamada indústria 4.0. “A meta é identificar as principais ‘dores’ e dificuldades do setor varejista no dia-a-dia e como a inovação pode auxiliar os empresários nessas questões. A partir de então, conectar e oferecer ferramentas para que as empresas sejam mais competitivas”, explica.

Também presente no encontro na Federação, o especialista em Desenvolvimento Produtivo da ABDI, Eduardo Rezende, ressaltou que o projeto da Fecomércio MG é fundamental para uma melhor integração com a indústria. “Em função dos avanços tecnológicos, os consumidores mudaram, e a indústria está se transformando para atendê-los. Assim, o varejo, que escoa a produção da indústria manufatureira, precisa de velocidade para se adaptar às tendências, acessar tecnologias inovadoras e evoluir o modelo de negócio”, argumenta.

Interação

Para chegar a esse patamar, as ações começaram a ser implantadas antes do lançamento oficial do MEIC. Ao todo, foram capacitados, pelo ProVa, 12 colaboradores, de diversos setores da Federação, para serem multiplicadores da metodologia a ser utilizada pelo Movimento: o design thinking. A primeira aplicação ocorreu com a participação de empresas de vários setores, divididas em três grupos de foco, por segmento.

Os resultados das atividades mapearam desafios encontrados não só nos setores trabalhados, mas no varejo, em geral. E embasaram a escolha de três temas que foram apresentados, no evento, para votação dos participantes. O selecionado foi o tema “go digital”. Agora, para a próxima etapa do projeto, será trabalhado em uma ação de bootcamp, junto ao Laboratório ProVA, para a criação de iniciativas inovadoras que possam resolver a questão.

A gerente administrativa da Loja Elétrica, Júnea Mattos, gostou de tudo que viu. “É uma ótima iniciativa. No dia a dia, sobra pouco tempo para pensar a inovação com mais cuidado. A abordagem da Fecomércio nos desperta para trabalhar ainda mais com esse tema e entender melhor as necessidades do consumidor”, afirma. A sócia do Instituto Capilare, Raquel Siqueira, também se inscreveu para conhecer o MEIC, em busca de mais competividade na sua microempresa. “Sempre temos preocupação em inovar, porém falta um direcionamento. O projeto poderá contribuir nesse sentido, para que possamos nos aprimorar”, analisa.

Já o diretor da loja Casa Ferreira Gonçalves, Paulo Castro, que participou em um dos grupos de trabalho do MEIC, acredita que a iniciativa da Federação possibilitará um espaço de discussão mais colaborativo, com vistas a uma mudança na cultura do empresário mineiro. “Especialmente em momentos de crise, é preciso olhar com mais atenção para a inovação. Isso não requer altos investimentos. Pelo contrário, está em se conectar com as mudanças e buscar formas criativas para se adaptar”, completa.

O encerramento do evento contou com a presença do co-founder do Órbi Conecta, Pedro Menezes, um dos empreendedores mais atuantes no ecossistema das startups. Ele encerrou o encontro com a palestra “O poder das conexões na era exponencial” e reforçou a importância de fortalecer a conexão entre a comunidade empresarial e os diversos agentes de inovação para o comércio e serviços, como empreendedores, investidores, aceleradoras, usuários, universidades e governo.


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