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05/07/2015

Lei pode dar segurança às mulheres que usam ônibus em Barbacena

Barbacena
Fonte

Mulheres terão direito de descer do ônibus fora do ponto após as 22 horas. Empresa do transporte urbano tem até 50 dias para se adequar à nova regra. Projeto de lei que originou a lei é de autoria da vereadora Vânia Castro.

 

 

Lei pode dar segurança às mulheres que usam ônibus em Barbacena

 

Uma lei municipal foi criada em Barbacena para garantir mais segurança às mulheres que usam o transporte coletivo durante a noite.

A Lei 4.650 prevê que os motoristas são obrigados a parar na porta da casa das passageiras após as 22h e que a única empresa do transporte urbano coletivo da cidade tem até 50 dias para se adequar a nova regra.

A autora da Lei, a vereadora Vânia Castro, disse que a ideia partiu de reclamações das moradoras do município sobre a falta de segurança nas paradas de ônibus, uma vez que os pontos ficam desertos após as 22h e se tornam locais perigosos. "Elas (as passageiras) vieram e relataram que estavam sofrendo assédio no retorno para casa. Elas solicitavam a parada fora do ponto, mas devido à normatização da empresa, o motorista não podia fazer isso por elas", contou a vereadora.

Os itinerários das linhas serão mantidos e as moradoras de aproximadamente 60 bairros do município serão beneficiadas. A estudante Rayane Barreto disse em entrevista ao MGTV que sai da faculdade depois das 22h e sempre achou perigoso o retorno para casa. "Achei muito interessante e acho que defende a integridade da mulher. Porque querendo, ou não, estamos muito vulneráveis", comentou.

A norma levou mais de um ano para ser aprovada pelos vereadores e sancionada pela Prefeitura. O secretário de Comunicação Gilmar Serafim explicou como os moradores devem proceder caso a empresa não respeite o prazo de 50 dias para se adequar à nova regra. "A empresa tem que colocar nos ônibus um comunicado informando sobre esse procedimento. Se isso não ocorrer, os passageiros devem entrar em contato com Prefeitura para que ela notifique a empresa", esclareceu.

 

 


 

 

 

Do G1 Zona da Mata com informações do MGTV