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30/03/2017

Comunidade científica alerta para mortandade de macacos por causa da febre amarela





Em nota, especialistas de instituições de pesquisa e conservação sobre primatas disponibilizam informações sobre o ciclo da doença e pedem à mídia – jornais, rádios, TVs e sites de notícias – que ajude na divulgação correta dos dados. Saiba mais...

FEBRE AMARELA

Comunidade científica alerta para mortandade de macacos por causa da febre amarela

Em nota, especialistas de instituições de pesquisa e conservação sobre primatas disponibilizam informações sobre o ciclo da doença e pedem à mídia – jornais, rádios, TVs e sites de notícias – que ajude na divulgação correta dos dados

Brasília (16/02/2017) – Representantes da comunidade científica brasileira, ligados à área da conservação dos primatas, expediram nesta quinta-feira (16) nota à imprensa alertando para um desastre ambiental “gravíssimo” que ocorre neste momento: a mortandade sem precedentes na história do país de macacos da Mata Atlântica em função do vírus da febre amarela. 

Na nota, os especialistas mostram-se preocupados, não só com a dimensão das mortes de animais, mas, também, com a disseminação de “informações equivocadas”, que dão a entender que os macacos são responsáveis pela “existência do vírus” e “por sua transmissão aos humanos”. 

Isso não procede, fazem questão de destacar os estudiosos, que pedem na nota o apoio da imprensa nacional (jornais, rádios, TVs e sites na internet) para a divulgação das informações corretas. 

Segundo eles, os macacos, assim como os humanos, não transmitem o vírus. Pelo contrário, são vítimas da doença. Ao serem contaminados, os primatas cumprem a função de “sentinela”, ou seja, alertam para o surgimento da doença. Por isso, em vez de molestados, devem ser preservados. 

As “informações equivocadas”, ressaltam os pesquisadores, já estão levando pessoas, principalmente nas áreas rurais onde ocorre o surto, a maltratarem ou, até, matarem macacos para, supostamente, se proteger da febre amarela, como ocorreu entre 2008 e 2009 no Rio Grande do Sul. “Isso não pode se repetir”, diz a nota.


 

O documento é subscrito por primatólogos, zoólogos, ecólogos, veterinários, epidemiologistas e gestores públicos, membros de conceituadas universidades, sociedades científicas, centros de pesquisa e instituições voltadas para a conservação dos primatas.

 


SERVIÇO:

 

Para obter mais informações, seguem contatos dos subscritores da nota.

Dr. Carlos R. Ruiz-Miranda

Universidade Estadual Norte Fluminense

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; 1-619-386-6535 (EUA)

Dr. Danilo Simonini Teixeira

Presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; (61) 98127-5302

Dr. Júlio César Bicca-Marques

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Dr. Leandro Jerusalinsky

Coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros, Instituto

Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Meio Ambiente

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; (83) 3241-1580

M. Sc. Luis Paulo Ferraz

Secretário Executivo da Associação Mico Leão Dourado

Contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; (22) 2778-2025

M. Sc. Marco Antônio Barreto de Almeida

Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Secretaria Estadual da Saúde, Rio Grande do Sul

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; (51) 98177-4273

Dr. Sergio Lucena Mendes

Universidade Federal do Espírito Santo

Contatos: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; (27) 99866-8028

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